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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Conclusões da VIII Jornada da família - Educar para quê?


As VIII Jornadas da Família, sob o tema "Educar para quê?", decorreram no passado sábado, dia 2 de Fevereiro, no Centro Pastoral de Santo Adrião, Vila Nova de Famalicão. Participaram neste encontro formativo para famílias cerca de trezentas pessoas, oriundas na sua maioria das paróquias de Santo Adrião, Brufe e Cavalões, promotoras do evento, entre muitas outras de outras paróquias do arciprestado e fora dele.
O conferente, Pe. Alberto Brito, provincial da Companhia de Jesus em Portugal, começou por propor um olhar sobre o ato de educar não só na vertente do transmitir conhecimentos mas sobretudo que a educação é um permitir caminhos que se traduzam numa mais-valia libertadora para a pessoa. A educação, seja ela qual for, há de ser sempre um caminho que ajuda a formar homens e mulheres vertebrados e não moluscos. Assim a pergunta em vez de ser "Educar para quê?" poderia traduzir-se em "Educar para onde?". Qual o caminho a percorrer? O importante é perceber que o que não passa pela liberdade da pessoa vai sempre desintegrar-se. Por isso, a educação tem de apostar em formar pessoas vertebradas, que caminham a quatro pés para se manterem em equilíbrio.
Estes quatro pés, crescendo e desenvolvendo-se cada qual segundo o seu tempo e circunstância, movem-se entre o eixo do dever (Família-Estabilidade [1.º Pé] e Escola-Obrigação [2.º Pé]) e o eixo do prazer (Convívio-Sociabilidade [3.º Pé] e Espírito-Gratuidade [4.º Pé]). Fazer este percurso educativo, assente nestes quatro pés, é investir na formação de pessoas vertebradas. Este equilíbrio, porém, não é estático. Pelo contrário é um equilíbrio dinâmico, como o de uma bicicleta. No fundo, todos sabemos que não crescemos em linha reta.
A construção da pessoa precisa de tempo e de gratuidade. O que mais contribui para a sua edificação é a coerência dos pais ou dos educadores. Os filhos não obedecem aos pais ou aos educadores. Eles imitam-nos. Não como quem faz uma cópia a papel químico ou tira uma fotocópia mas por assimilação daquilo que é natural nos pais ou educadores e que eles descobrem ser autêntico, verdadeiro, assumido e vivido com naturalidade entre todos.
Daí a necessidade de investir na distância crítica para aprender a arrumar a cabeça e não sobrecarrega-la com coisas superficiais e banais. A assimilação não é proporcional nem está sujeita à aceleração. Para arrumar a cabeça e assimilar conteúdos é preciso uma escala de valores de referência. Sem ela a construção desmorona-se.
"O ser humano é, até ver, uma só coisa…" afirmou o Pe. Alberto, concretizando que só se pode educar aquilo que existe, o que está diante dos olhos… E o que está diante de nós é o Homem e é a Mulher, capazes da transcendência e por causa disso, capazes de se transcenderem, de se superarem, de crescerem em tensão misteriosa. Desta forma percebemos que o mistério é algo sobre o qual eu posso progredir sempre. A vida é um crescendo…

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

EDUCAR PARA QUÊ? - VIII Jornada da Família

A educação é uma arte e é ao mesmo tempo a própria vida em ação. Introduzir os filhos na arte de viver é um permanente desafio. Nunca está acabado. Dura a vida inteira... Assaltam-nos, no entanto, os medos e os receios: 
"Estarei a educar bem?" 
"Não sei mais que fazer para os educar melhor?"
"A minha educação não foi assim!"
"Não seguem o que lhes ensinei!".
 "Como podemos educar, nos dias de hoje, se ninguém nos ouve?". 
Estas inquietações, cheias de insegurança e incerteza e até de alguma frustração, tristeza e desânimo, ouvem-se constantemente quer em pais jovens quer em pais adultos ou idosos…
Na verdade, o medo, o receio, a ansiedade não permitem uma educação integral nem proactiva. Antes tolhem o educando e pode provocar nele a apatia pela vida ou então a permanente revolta. De facto, o ato educativo não é apenas familiar. Há muitos agentes ou intervenientes na formação das gerações. O meio ambiente, a escola ou a universidade, as circunstâncias sociais e culturais têm sempre os seus níveis de influência sobre os educandos. Contudo, e apesar disso, não se poderá nunca prescindir do valor intrínseco da família no ato educativo. A família é a primeira e imprescindível escola e universidade da vida. A família para além de ser o berço da linguagem e dos primeiros passos na sociabilização do ser humano, é sobretudo a fonte de sentido para a vida. O dinamismo familiar em todas as suas dimensões aponta sempre para algo maior do que apenas conhecimentos livrescos, científicos, técnicos…
Acolhendo as palavras do Papa Bento XVI, diríamos que há na família uma inerente pedagogia do desejo pelas alegrias autênticas da vida: "Educar desde a tenra idade para saborear as alegrias verdadeiras, em todos os âmbitos da existência — a família, a amizade, a solidariedade com quem sofre, a renúncia ao próprio eu para servir o próximo, o amor ao conhecimento, à arte, às belezas da natureza — tudo isto significa exercitar o gosto interior e produzir anticorpos eficazes contra a banalização e o nivelamento hoje difundidos. Também os adultos precisam de redescobrir estas alegrias, de desejar realidades autênticas, purificando-se da mediocridade na qual podem encontrar-se envolvidos.".
Podemos, então, dizer que educar é um ato de "aprender e voltar a aprender o gosto pelas alegrias autênticas da vida".
Na família aprende-se a viver. Educar é um ato de vida.
O mote Educar para quê? pode encontrar esta resposta: educar para a vida. 

Pelas Equipas de Pastoral Familiar das Unidade Pastoral de Santo Adrião e Brufe, Vila Nova de Famalicão
PROGRAMA

Data – 02 de Fevereiro
Hora – 14h30 às 18h45
Local – Centro Pastoral de Santo Adrião – Vila Nova de Famalicão
Conferencista – P.e Alberto Brito, Provincial dos Jesuítas em Portugal e Moçambique

14h30 – Acolhimento
15h00 – Abertura da Jornada
15h15 – Início: apresentação do tema e do conferencista
15h20 – Intervenção de P.e Alberto Brito, SJ: Educar para quê? (Parte I)
16h30 – Intervalo
17h00 – Intervenção de P.e Alberto Brito, SJ: Educar para quê? (Parte II)
18h00 – Espaço para as perguntas da audiência
18h30 – Encerramento
18h45 – Fim dos trabalhos
19h15 – Eucaristia (Nova Matriz)


TOME NOTA

Inscrição gratuita
Entregar no cartório, na sacristia, aos membros da Pastoral Familiar ou por mail:
comunidadestoadriao@gmail.com
saomartinhodebrufe@gmail.com
saomartinhodecavaloes@gmail.com


INSCRIÇÃO


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Filhos (só os que precisam de apoio na Creche Mãe)
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E _______________________________________ Idade ________Anos
E _______________________________________ Idade ________Anos

Morada
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Telefone/Telemóvel
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Mail
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