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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida

«Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida» — foi o tema abordado pelo papa Francisco, na Audiência Geral de oito de maio de 2013, na continuação da apresentação do «Credo», iniciada por Bento XVI, a propósito do Ano da Fé. «Mas quem é o Espírito Santo?», começou por questionar o Papa, dizendo que a primeira afirmação que fazemos é que o Espírito Santo é «Senhor», «verdadeiramente Deus como o Pai e o Filho», «a terceira Pessoa da Santíssima Trindade». Após esta introdução, o papa Francisco desenvolveu a sua reflexão a partir da constatação de que o «Espírito Santo é a fonte inesgotável da vida de Deus em nós». E todo o ser humano tem dentro de si este desejo de «água viva». A terminar, depois de apresentar várias citações do Novo Testamento, convida-nos a ouvir, a escutar o Espírito Santo, pois «a água viva que é o Espírito Santo sacia a nossa vida, porque nos diz que somos amados por Deus como filhos».

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
O tempo pascal, que com alegria estamos a viver guiados pela liturgia da Igreja, é por excelência o tempo do Espírito Santo doado «sem medida» (cf. João 3, 34) por Jesus crucificado e ressuscitado. Este tempo de graça concluir-se-á com a festa do Pentecostes, na qual a Igreja revive a efusão do Espírito sobre Maria e os Apóstolos reunidos em oração no Cenáculo.
Mas quem é o Espírito Santo?

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Gerar na fé é uma tarefa cultural

Por que razão o tema do "gerar para a fé" pode ser definido como "uma batalha cultural"? Não bastaria enfrentar essa questão sobre o plano da pastoral e da organização da praxis eclesial concreta, em vista da nova evangelização? Não seria mais lógico pensar em termos de uma nova mistagogia e aprofundamento da idade mais ajustada para a celebração dos sacramentos de  iniciação cristã por parte dos nossos rapazes e das nossas raparigas?
Estabelecer a questão da geração na fé e para a fé sobre o plano diretamente cultural não pretende, obviamente, diminuir o valor dos outros percursos de reflexão igualmente urgentes. Pretende, contudo, chegar a um nível que é, de certa forma, o fundamento deles.

O problema real são os adultos
Qual é, então, o horizonte a que nos queremos referir quando falamos de batalha cultural relativamente à relação entre jovens e fé? Queremos explicitamente evidenciar a imposição de um novo sentimento de vida, que plasmou a existência das gerações menos jovens - dos adultos, para sermos precisos - rumo a uma cultura da juventude, que de facto e por paradoxo, a todos os níveis, humano e religioso, constitui um grande obstáculo para a existência dos jovens. Para dizê-lo numa penada, vivemos um tempo no qual os adultos gostam mais da ideia de juventude do que os próprios jovens. E nisto, os adultos tornam-se incapazes daquela experiência de gestação, humana e religiosa, de que são todavia os atores principais.
(...)
Os jovens, de quem os sociólogos sublinham a estranheza à fé, são filhos de adultos que deixaram de dar espaço à própria fé cristã: continuam a pedir os sacramentos da fé, mas sem fé nos sacramentos; levam os filhos à Igreja mas não levam a Igreja aos seus filhos; favorecem o ensinamento da religião mas reduzem a religião a uma simples questão escolástica. Pedem às suas crianças para rezarem e irem à missa mas muitas vezes nem a sua sombra se vê na Igreja. E, sobretudo, os mais novos não encontraram os pais na oração ou na leitura do evangelho.
Estes adultos impuseram uma divergência clara entre a educação para viver e a educação para crer, uma divergência que, mesmo que não negando diretamente Deus, avalizou descrença: "se Deus não é importante para o meu pai e para a minha mãe, não o pode ser para mim. Se o meu pai e a minha mãe não rezam, a fé não implica com a vida. Se não há lugar para Deus na existência no mundo - no sentimento de vida - do meu pai e da minha mãe, não existe realmente o problema do lugar de Deus na minha existência".
Foi assim interrompida a aliança entre paróquia e família: de um lado da balança fica o evangelho, a oração, a solidariedade...; do outro lado, o iogurte, a dieta, o ginásio, o estádio e o creme antienvelhecimento... Há muito tempo que nós, adultos, pedimos a felicidade apenas a estas coisas...

Reevangelizar a idade adulta
Sem adultos na fé não pode existir gestação da fé. O ponto problemático é precisamente o da liquidação da idade adulta, que é a verdadeira chave do universo cultural ocidental. Não nos faltam apenas adultos na fé. Faltam-nos adultos "tout court".
É por isso urgente que a comunidade crente concretize uma tarefa cultural precisa e importante: reevangelizar a idade adulta. Trata-se de restituir e de "reinstituir" dignidade e apetência à dimensão adulta da existência. Não podemos apreciar apenas a juventude e aquilo que farmacêutica e cirurgicamente se lhe assemelha. Temos necessidade absoluta de adultos: adultos enquanto pessoas reconciliadas com a verdade da vida e da vocação humana. Precisamos deles para o bem estar da sociedade e da Igreja. Mas é uma tarefa que realmente não é fácil.

Este texto integra o número 19 do "Observatório da Cultura" (abril 2013).
Armando Matteo, Assembleia plenária do Pontifício Conselho para a Cultura
Roma, 6-9.2.2013

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Quando (não) comer é uma oração

Na Quarta-feira [de Cinzas], os católicos começam um tempo de exercícios espirituais a que chamam Quaresma. Começam-no de uma forma, no mínimo, curiosa: com um dia de jejum (que voltam a replicar na Sexta-Feira Santa). Ora, um dado muito objetivo é a urgência de as comunidades católicas reencontrarem o sentido desta prática. Hoje é patente a necessidade de ressignificar espiritualmente o jejum, e de fazê-lo numa linguagem compreensível, mas sem dispensá-lo. Só um cristianismo insípido pode liquidar o jejum como irrelevante ou achar que pode fazer equivaler a privação do alimento à privação de qualquer bem ou gasto supérfluo. O que está em causa no jejum é a possibilidade de nos interrogarmos sobre algo mais fundo: aquilo que nos serve de alimento e a voracidade sonâmbula com que vivemos. Pois, como lembrava José Augusto Mourão, «há em nós um desejo de ser ou de viver que nenhum alimento do mundo pode saciar. O que é desejado em nós não são tanto os objetos de que parecia termos necessidade mas aquilo que subjaz ao fundo de que vivemos, o dom da vida». É com isso precisamente que o jejum dialoga. Nos seus traços bíblicos e cristãos, o jejum não é uma simples desintoxicação da bulimia em que estamos mergulhados, mas um modo, ao mesmo tempo simbólico e real, de exprimir que o verdadeiro alimento da nossa vida é outro, está noutra parte. Desta forma, somos chamados a tomar o jejum como lugar de um reencontro espiritual autêntico — e isto através de uma aprendizagem da conversão. É na medida em que o crente aprofunda o amor indefetível de Deus que poderá aceitar o risco e a exigência de um compromisso assim vital. Na sua simbólica política (que evidentemente tem, não o esqueçamos), o jejum é também uma contestação declarada a uma cultura que identifica no consumo a sua promessa de felicidade e que promove essa procura no modo egocêntrico mais básico. O jejum é um posicionamento face aos tráficos de desejo que cada um traz alojados dentro de si. A vida cristã é uma economia de resistência e de combate. O jejum deve tornar-se um compromisso ativo em vista de uma transformação das estruturas opressivas de um mundo que, por exemplo, na sua organização atual patrocina o desfrutamento devorante das fontes do planeta. O jejum, porém, só encontra a sua legibilidade quando nos reaproxima dos outros, recolocando-nos a operar num horizonte comunitário e relançando as nossas competências relacionais. É na medida em que o crente solidamente ancora a sua prática na relação que poderá aceder verdadeiramente à significação do jejum: renúncia à atitude solipsista das várias tipologias de consumo em vista da sobriedade, da condivisão, da solidariedade e do dom. O jejum tem de inspirar uma nova qualidade e um novo estilo de relação, afastando-nos quer das práticas predatórias e suas quotidianas insinuações, quer da indiferença determinada pela busca obsidiante do proveito próprio. Lembra o monge português Carlos Maria Antunes, num oportuníssimo livro agora publicado («Só o Pobre Se Faz Pão», Paulinas Editora, 2013): «O jejum deixa-nos indefesos, confrontados com a nossa nudez, libertando-nos da tirania das máscaras e expondo a pobreza radical que habita cada ser humano. Revela que a nossa fome não é só de pão e que o nosso desejo mais profundo é sempre desejo do outro. Ampliando o nosso espaço interior, transforma-se numa forma singular de hospitalidade, que permite o acolhimento de si próprio e do outro, na sua mais genuína originalidade e verdade».

José Tolentino Mendonça, padre e poeta
«Revista» («Expresso»), 2 de fevereiro de 2013

Bento XVI presidiu à missa de Quarta-feira de Cinzas pela última vez enquanto papa

Bento XVI presidiu esta tarde pela última vez enquanto papa à celebração da missa de Cinzas, que assinala a entrada na Quaresma.
Na catequese da audiência geral desta manhã, já marcada pela Quaresma, salientou a importância da mudança e renovação de vida que este tempo penitencial propõe.
«Converter-se significa não fechar-se na procura do próprio sucesso, do próprio prestígio, da própria posição, mas fazer que em cada dia, nas pequenas coisas, a verdade, a fé em Deus e o amor se tornem a coisa mais importante», salientou.
Para o papa a «conversão» consiste em escolher entre «poder humano e amor da cruz, entre uma redenção baseada apenas no bem-estar material e uma redenção como obra de Deus», a quem se dá «o primado da existência».
Bento XVI vincou que cada católico deve diariamente «renovar a escolha de ser cristão», perante o «juízo crítico de muitos contemporâneos».
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Vaticano, 13.2.2013. Foto: AP Photo/Gregorio Borgia

«As provas a que a sociedade atual submete o cristão são muitas e atingem a vida pessoal e social. Não é fácil ser fiel ao matrimónio cristão, praticar a misericórdia na vida quotidiana, deixar espaço à oração e ao silêncio interior», referiu.
O Papa recordou os obstáculos com que os católicos se defrontam quando pretendem «opor-se publicamente a escolhas que muitos consideram óbvias, como o aborto no caso de uma gravidez indesejada, a eutanásia no caso de doença grave, ou a seleção dos embriões para prevenir doenças hereditárias».
Foto 
Vaticano, 13.2.2013. Foto: AP Photo/Gregorio Borgia

«No nosso tempo não são poucas as conversões» de pessoas que «durante anos se afastaram da fé e depois redescobriram Cristo e o seu Evangelho», como aconteceu com o monge russo ortodoxo Pavel Florenskij, a holandesa Etty Hillesum, que morreu no campo de concentração de Auschwitz, e a norte-americana Dorothy Day, apontou.
Na missa de Cinzas, esta tarde, Bento XVI afirmou que «viver a Quaresma numa mais intensa e evidente comunhão eclesial [dentro da Igreja], superando individualismos e rivalidades, é um sinal humilde e precioso para aqueles que estão longe da fé ou são indiferentes».
Foto 
Vaticano, 13.2.2013. Foto: AP Photo/Gregorio Borgia

«Iniciemos confiantes e alegres o itinerário quaresmal. Ressoe fortemente em nós o convite à conversão, a voltar para Deus com todo o coração, acolhendo a sua graça que nos faz homens novos (...) Nenhum de nós, por isso, seja surdo a este apelo (...)», apelou.

SNPC / Agência Ecclesia
© SNPC | 13.02.13

Quaresma em família



A quaresma é um tempo especial e único na vida dos cristãos. Especial porque nos é dada a oportunidade de fazer um grande retiro, não de isolamento da realidade, mas de assentar na realidade da nossa vida e vive-la à Luz Pascal da Palavra de Deus. Único porque a quaresma não se repete. Todos os anos a Igreja nos abre as portas para um novo recomeço, um regressar às fontes da nossa fé e da nossa vida.
É verdade que a quaresma pode ser vivida no íntimo de cada um, cada qual com os seus apelos interiores de conversão e mudança, e ainda com a sua busca interior da verdade na sua existência.
Mas também é verdade que também pode e deve ser vivida a nível familiar, de igual forma com os mesmo ou outros apelos interiores de conversão e de mudança de atitudes e comportamentos.
O evangelho, acolhido no coração de cada um e de cada família, ilumina a pessoa e através dela toda a família em que vive.
Desta forma propomos uma série de desafios e de caminhos para viver este tempo favorável em família. São apenas alguns exercícios espirituais que nos ajudam a marcar o tempo e a tomar ritmo quaresmal.

1. Criar o cantinho da oração, com a Cruz, a Bíblia, uma vela e o dístico "Este é o tempo de…";
2. Rezar em família a oração da noite: podem para isso recorrer ao livro "Rezar na Quaresma" (Salesianos):
3. Participar na Eucaristia dominical em família;
4. Transcrever manualmente o Evangelho de São Lucas, escalando os dias em que cada membro da família toma a sua vez;
5. Pensar como a família vai fazer o seu jejum;
6. Fazer alguma renúncia quaresmal em favor de alguma causa ou instituição;
7. Visitar os familiares mais distantes ou que vivem isolados;
8. Refazer laços quebrados quer com familiares, quer com algum vizinho ou companheiro(a) de trabalho;
9. Partilhar com os mais necessitados, não o que nos sobra, mas o que lhes faz falta;
10. Celebrar o perdão de Deus através da celebração do sacramento da reconciliação;
11. Participar no Tríduo Pascal;
12. Participar em família na Via Sacra da Comunidade;
13. Integrar alguma atividade cultural relacionada com este período quaresmal;
14. No dia de Páscoa participar na Eucaristia e colocar em lugar de destaque uma Cruz florida feita por todos os membros da família;
15. Os pais podem contar a história da Pascoa aos seus filhos através da leitura da Bíblia ou de outro livro ou filme;
16. Fazer uma tertúlia familiar sobre a Fé;
17. Surpreender o Pai/Mãe/Filho(a)/Esposo(a)/Avô/Avó com algo que o que recebe não estaria à espera.

A Equipa Arciprestal de Pastoral Familiar de Vila Nova de Famalicão, 
deseja a todos uma santa e fecunda Quaresma!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Atelier sobre Oração

























Grupos de trabalho sobre a Oração

Desejar, desejar desesperadamente
desejar até à dor e à angústia
até ao grande vazio amargo
desejar que seja de outro jeito
desejar o fim das crueldades
das loucuras, da estupidez, do abjecto,
desejar a satisfação, a luz, a ternura
ter muita fome, ter muita sede
do mundo diferente
e de si-mesmo diferente.
                                      Maurice Bellet

Todos os mestres de oração, embora apresentem diversas definições do que é orar, coincidem num mesmo ponto: para que haja oração tem de haver uma mútua relação de amor entre Deus e o homem. Tem de haver uma relação pessoal e íntima em que se busque a comunicação (comum união) que nasce do amor de Deus e a Deus. 
A oração é autêntica na medida em que haja amor. Por isso se se quer rezar verdadeiramente a única preocupação deve ser a de amar – a Deus e aos outros. 
Seria, portanto, um erro dar uma atenção exclusiva às técnicas, às formas, às diferentes modalidades e passar ao lado do amor.

No entanto… vamos organizar um dia, uma tarde com atelieres de oração… 
Para os que não sabem rezar, para os que não rezam, para os que desejam entrar em comunhão com o Senhor (pela fé) apresentamos esta iniciativa. Venham fazer esta experiência.

Objectivos:
- Melhorar a minha oração;
- Aprender a rezar e experimentar a oração em comunidade;
- Aprender a fazer silêncio para melhor escutar o que Deus l me quer dizer;
- Dar a conhecer, de forma experiencial, diferentes tipos de oração.

Atelieres:
     1. Celebrar a Eucaristia e viver eucaristicamente
     2. A oração litúrgica – laudes e vésperas
     3. Oração pessoal – baseada na Sagrada Escritura (meditação e contemplação)
     4.  Exame de consciência – exame para tomar consciência
     5.  Oração de louvor e adoração
     6.  Oração do terço
     7.   Oração da manhã e oração da noite

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Conclusões da VIII Jornada da família - Educar para quê?


As VIII Jornadas da Família, sob o tema "Educar para quê?", decorreram no passado sábado, dia 2 de Fevereiro, no Centro Pastoral de Santo Adrião, Vila Nova de Famalicão. Participaram neste encontro formativo para famílias cerca de trezentas pessoas, oriundas na sua maioria das paróquias de Santo Adrião, Brufe e Cavalões, promotoras do evento, entre muitas outras de outras paróquias do arciprestado e fora dele.
O conferente, Pe. Alberto Brito, provincial da Companhia de Jesus em Portugal, começou por propor um olhar sobre o ato de educar não só na vertente do transmitir conhecimentos mas sobretudo que a educação é um permitir caminhos que se traduzam numa mais-valia libertadora para a pessoa. A educação, seja ela qual for, há de ser sempre um caminho que ajuda a formar homens e mulheres vertebrados e não moluscos. Assim a pergunta em vez de ser "Educar para quê?" poderia traduzir-se em "Educar para onde?". Qual o caminho a percorrer? O importante é perceber que o que não passa pela liberdade da pessoa vai sempre desintegrar-se. Por isso, a educação tem de apostar em formar pessoas vertebradas, que caminham a quatro pés para se manterem em equilíbrio.
Estes quatro pés, crescendo e desenvolvendo-se cada qual segundo o seu tempo e circunstância, movem-se entre o eixo do dever (Família-Estabilidade [1.º Pé] e Escola-Obrigação [2.º Pé]) e o eixo do prazer (Convívio-Sociabilidade [3.º Pé] e Espírito-Gratuidade [4.º Pé]). Fazer este percurso educativo, assente nestes quatro pés, é investir na formação de pessoas vertebradas. Este equilíbrio, porém, não é estático. Pelo contrário é um equilíbrio dinâmico, como o de uma bicicleta. No fundo, todos sabemos que não crescemos em linha reta.
A construção da pessoa precisa de tempo e de gratuidade. O que mais contribui para a sua edificação é a coerência dos pais ou dos educadores. Os filhos não obedecem aos pais ou aos educadores. Eles imitam-nos. Não como quem faz uma cópia a papel químico ou tira uma fotocópia mas por assimilação daquilo que é natural nos pais ou educadores e que eles descobrem ser autêntico, verdadeiro, assumido e vivido com naturalidade entre todos.
Daí a necessidade de investir na distância crítica para aprender a arrumar a cabeça e não sobrecarrega-la com coisas superficiais e banais. A assimilação não é proporcional nem está sujeita à aceleração. Para arrumar a cabeça e assimilar conteúdos é preciso uma escala de valores de referência. Sem ela a construção desmorona-se.
"O ser humano é, até ver, uma só coisa…" afirmou o Pe. Alberto, concretizando que só se pode educar aquilo que existe, o que está diante dos olhos… E o que está diante de nós é o Homem e é a Mulher, capazes da transcendência e por causa disso, capazes de se transcenderem, de se superarem, de crescerem em tensão misteriosa. Desta forma percebemos que o mistério é algo sobre o qual eu posso progredir sempre. A vida é um crescendo…

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Retiro para casais

A Equipa da Pastoral Familiar do Arciprestado de Vila Nova de Famalicão está a organizar um RETIRO PARA CASAIS. Este será seguramente uma oportunidade de aprofundamento da espiritualidade do casal e consequentemente da família. 
O retiro começa no dia 8 de Março, sexta-feira, com o jantar às 20h, no Centro Apostólico do Sameiro e terminará no dia 10, domingo, à tarde. Para orientar o retiro contamos com a presença do Cónego Vítor Novais, reitor do Seminário Conciliar da Arquidiocese de Braga.
Mais informamos que as instalações e condições são muito boas e têm por custos os seguintes preços: dormida em quarto duplo 36 euros, e refeição 10 euros (com bebidas) o que perfaz um total de 152€ por casal. Contudo, que ninguém deixe de participar por questões económicas. Estamos dispostos a ajudar quem precisar.Para o efeito contactem a equipa arciprestal através do email.
Deixamos aqui também a ficha de inscrição, a qual poderá chegar por email familia.arciprestado@gmail.com ou pessoalmente, à Equipa da Pastoral Familiar Arciprestal, até ao dia 1 de Março (semana anterior à do retiro). Há limite de inscrições.
Naturalmente que o contacto pessoal é sempre mais "eficaz" do que o anúncio para todos. 
Se gostarias de ter uma experiência deste género, pois contacta a Equipa da Pastoral Familiar Arciprestal para o email acima referido.
A Equipa de Pastoral Familiar do Arciprestado de Vila Nova de Famalicão