Mostrar mensagens com a etiqueta Igreja Católica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Igreja Católica. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 19 de março de 2013

Homilia do Papa Francisco na Santa Missa Inaugural do Ministério Petrino

SANTA MISSA
IMPOSIÇÃO DO PÁLIO
E ENTREGA DO ANEL DO PESCADOR
PARA O INÍCIO DO
MINISTÉRIO PETRINO
DO BISPO DE ROMA HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Praça de São Pedro
Terça-feira, 19 de março de 2013
Solenidade de São José


  

Queridos irmãos e irmãs!
Agradeço ao Senhor por poder celebrar esta Santa Missa de início do ministério petrino na solenidade de São José, esposo da Virgem Maria e patrono da Igreja universal: é uma coincidência densa de significado e é também o onomástico do meu venerado Predecessor: acompanhamo-lo com a oração, cheia de estima e gratidão.
Saúdo, com afeto, os Irmãos Cardeais e Bispos, os sacerdotes, os diáconos, os religiosos e as religiosas e todos os fiéis leigos. Agradeço, pela sua presença, aos Representantes das outras Igrejas e Comunidades eclesiais, bem como aos representantes da comunidade judaica e de outras comunidades religiosas. Dirijo a minha cordial saudação aos Chefes de Estado e de Governo, às Delegações oficiais de tantos países do mundo e ao Corpo Diplomático.
Ouvimos ler, no Evangelho, que «José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor e recebeu sua esposa» (Mt 1, 24). Nestas palavras, encerra-se já a missão que Deus confia a José: ser "custos", guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, mas é uma guarda que depois se alarga à Igreja, como sublinhou o Beato João Paulo II: «São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo» (Exort. ap. Redemptoris Custos, 1).

sexta-feira, 8 de março de 2013

Não tenhamos medo de amar a Igreja do presente e aquela que gostaríamos que fosse no futuro - Eleição do novo papa

Cardeal português José Saraiva Martins 7.3.2013 Foto: AP Photo/Alessandra Tarantino - Na Praça de São Pedro, no Vaticano, após reunião do Colégio Cardinalício que antecede o conclave para a eleição do sucessor de Bento XVI.
Eleição do novo papa

Quando fiz reportagem no Vaticano dos conclaves de 1978, que elegeu João Paulo II, e de 2005, com a escolha de Bento XVI, não faltavam “adivinhações” dos jornalistas. Alguns citavam circunspectos dossiês de estudiosos que sonhavam influenciar os cardeais eleitores, indicando-lhes as reformas mais urgentes na Igreja.
Em síntese, naqueles tempos, sobretudo em 1978, as propostas que o novo Papa deveria ter na agenda, logo nos seus 100 dias de pontificado, eram as seguintes: abolir as nunciaturas; fazer eleger os bispos nas respetivas regiões eclesiásticas; conferir poderes deliberativos aos sínodos dos bispos; instituir no vértice da Igreja um órgão colegial que, sob a presidência pessoal e efetiva do Papa, tratasse, pelo menos duas vezes por semana, os problemas que se põem à Igreja no seu conjunto, tomando as decisões oportunas.
Em destaque estava ainda libertação do medo da revolução sexual, renovando a moral cristã nesse campo.
Propostas idênticas voltaram a emergir em 2005, quando foi eleito Bento XVI.
João Paulo II e Bento XVI não seguiram tais conselhos.
Nada disso impede que idênticos sonhos se projetem agora para o novo conclave.
Logo à cabeça, a reforma da Cúria romana, mudando a ideia e a prática de governo pela de serviço.
Respeito pelo princípio da subsidiariedade, que a Igreja tanto recomenda à sociedade civil, sem o aplicar dentro de casa, como já defendia Pio XII, sem menosprezo da sua estrutura hierárquica.
O exercício da autoridade na Igreja funciona mal quando não se respeita a colegialidade. O poder deve ser um carisma de serviço. Não é bom bispo ou bom padre aquele que não sabe estimular todos os dons do povo de Deus, na diversidade vocacional e ministerial.
Foto 
Cardeal francês Paul Poupard, primeiro presidente do Pontifício Conselho da Cultura. Vaticano, 7.3.2013. Foto: REUTERS/Alessandro Bianchi

Mais do que discutirmos se o Concílio Vaticano II deve ser interpretado na hermenêutica da continuidade ou da descontinuidade, será importante redescobri-lo como quem encontra o seu tesouro. A pedra preciosa pode ser a função eclesial da Teologia, que não tem de dar a ideia que perdeu vitalidade e criatividade ou se enreda nos aparentes ou reais conflitos com o magistério eclesial, universal ou local.
O peso europeu ou americano não pode esmagar a Igreja emergente nos países em vias de desenvolvimento, onde os cristãos não sofrem os males do secularismo e estão a crescer.
Moral da história deste apontamento ligeiro, mais virtual do que real: na expectativa da eleição do novo Papa, é natural que nos interroguemos para onde vai a Igreja e para onde é que nós queremos ir.
A Igreja não é uma corporação, mas um corpo vivo cuja vitalidade se exprime na comunhão do Espírito. Não tenhamos medo de amar a Igreja que somos no presente, a que gostaríamos que ela fosse já e no futuro, correspondendo mais e melhor àquela que Deus mais gosta que ela seja.
Foto 
O cardeal francês Philippe Barbarin percorre de bicicleta a Praça de São Pedro, no Vaticano, após uma reunião do Colégio Cardinalício. 6.3.2013. Foto: AP Photo/Alessandra Tarantino

Cón. Rui Osório
In Voz Portucalense, 6.3.2013

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Ano da Fé - Como falar de Deus? (Audiência Geral de Bento XVI)

PAPA BENTO XVI | AUDIÊNCIA GERAL
Praça de São Pedro, Quarta-feira, 28 de Novembro de 2012

Queridos irmãos e irmãs,


A interrogação central que hoje levantamos é a seguinte: como falar de Deus no nosso tempo? Como comunicar o Evangelho, para abrir caminhos à sua verdade salvífica nos corações muitas vezes fechados dos nossos contemporâneos e nas suas mentes por vezes distraídas pelas numerosas luzes da sociedade? O próprio Jesus, dizem-nos os evangelistas, ao anunciar o Reino de Deus, interrogou-se acerca disto: «A quem compararemos o Reino de Deus? Ou com que parábola o representaremos?» (Mc 4, 30). Como falar de Deus hoje? A primeira resposta é que nós podemos falar de Deus, porque Ele falou connosco. Portanto, a primeira condição para falar de Deus é a escuta daquilo que o próprio Deus disse. Deus falou connosco! Por conseguinte, Deus não é uma hipótese distante sobre a origem do mundo; não é uma inteligência matemática muito distante de nós. Deus interessa-se por nós, ama-nos, entrou pessoalmente na realidade da nossa história e comunicou-se a si mesmo a ponto de se encarnar. Portanto, Deus é uma realidade da nossa vida, é tão grande que tem tempo também para nós, preocupa-se connosco. Em Jesus de Nazaré nós encontramos o rosto de Deus, que desceu do seu Céu para se imergir no mundo dos homens, no nosso mundo, e para ensinar a «arte de viver», o caminho da felicidade; para nos libertar do pecado e para nos tornar filhos de Deus (cf. Ef 1, 5; Rm 8, 14). Jesus veio para nos salvar e para nos mostrar a vida boa do Evangelho.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A IGREJA, CASA E ESCOLA DE COMUNHÃO



Nos 50 anos do II Concílio Vaticano e da constituição sobre a Igreja, Lumen Gentium:

FAZER DA IGREJA A CASA E A ESCOLA DA COMUNHÃO: eis o grande desafio que nos espera no milénio que começa, se quisermos ser fiéis ao desígnio de Deus e corresponder às expectativas mais profundas do mundo.

Que significa isto em concreto? 
Também aqui o nosso pensamento poderia fixar-se imediatamente na acção, mas seria errado deixar-se levar por tal impulso. Antes de programar iniciativas concretas, é preciso promover uma espiritualidade da comunhão, elevando-a ao nível de princípio educativo em todos os lugares onde se plasma o homem e o cristão, onde se educam os ministros do altar, os consagrados, os agentes pastorais, onde se constroem as famílias e as comunidades. 
Espiritualidade da comunhão significa em primeiro lugar ter o olhar do coração voltado para o mistério da Trindade, que habita em nós e cuja luz há-de ser percebida também no rosto dos irmãos que estão ao nosso redor. 
Espiritualidade da comunhão significa também a capacidade de sentir o irmão de fé na unidade profunda do Corpo místico, isto é, como “ um que faz parte de mim “, para saber partilhar as suas alegrias e os seus sofrimentos, para intuir os seus anseios e dar remédio às suas necessidades, para oferecer-lhe uma verdadeira e profunda amizade. 
Espiritualidade da comunhão é ainda a capacidade de ver antes de mais nada o que há de positivo no outro, para acolhê-lo e valorizá-lo como dom de Deus: um “dom para mim”, como o é para o irmão que directamente o recebeu. 
Por fim, espiritualidade da comunhão é saber “ criar espaço “ para o irmão, levando “ os fardos uns dos outros “ (Gal 6,2) e rejeitando as tentações egoístas que sempre nos insidiam e geram competição, arrivismo, suspeitas, ciúmes. Não haja ilusões! Sem esta caminhada espiritual, de pouco servirão os instrumentos exteriores da comunhão. Revelar-se-iam mais como estruturas sem alma, máscaras de comunhão, do que como vias para a sua expressão e crescimento”. 

JOÃO PAULO II, 2001, No Início do novo Milénio (NMI) 43

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O que a vaca e o burro (dentro ou fora) do presépio dizem sobre a espiritualidade contemporânea

Surpreende o facto de que em certos meios de comunicação o conteúdo central do livro de Bento XVI, A infância de Jesus, foi posto em segundo plano em relação à questão da presença ou não do boi e do burro na gruta de Belém. Desviando a atenção do ponto focal da obra que, como o próprio Papa sublinhou, não é um ato de ensinamento pontifício, mas a expressão da sua pesquisa pessoal e teológica sobre o rosto do Senhor.
Talvez, além do aspeto anedótico, a confusão mediática seja um sinal da secularização e da desertificação espiritual que Bento XVI identifica como o problema principal que a Igreja deve enfrentar no nosso tempo. E um dos sintomas mais dolorosos é a marginalização silenciosa e transversal de Deus da vida pessoal e pública.
Afirma-o também o arcebispo e teólogo espanhol Fernando Sebastián na sua última obra La fe que nos salva, quando afirma que «o problema número um da Igreja de hoje consiste em ajudar as pessoas a crer». Com efeito, na sua opinião, «ontem o ateísmo subsistia na mente de alguns filósofos. Hoje, temo-lo em casa, nos primos, nos sobrinhos e nos vizinhos. O ateísmo envolve todos nós, e o viver como se Deus não existisse tornou-se uma espécie de ateísmo por omissão». Remediar a esta situação e voltar a pôr Deus no centro é o que Bento XVI está a fazer.
Para o Papa, este compromisso é necessário também na Igreja, porque «o desafio de uma mentalidade fechada ao transcendente — disse a 25 de novembro de 2011 — obriga também os próprios cristãos a voltar de modo mais decidido à centralidade de Deus (…) Por isso, não menos urgente é propor de novo a questão de Deus, inclusive no próprio tecido eclesial».
A este compromisso de voltar a Deus, Bento XVI dedica há mais de um mês as suas catequeses de quarta-feira. Como aconteceu no passado, nas lições de teologia que o professor Joseph Ratzinger dava aos estudantes universitários de Tübingen — reunidas há mais de quarenta anos no volume Einführung in das Christentum («Introdução ao Cristianismo» — assim no atual ciclo de catequeses o Papa explicou que a «fé não é simples assentimento intelectual do homem a verdades particulares sobre Deus; é um gesto mediante o qual me confio livremente a um Deus que é Pai e que me ama; é adesão a um “Tu” que me dá esperança e confiança. Sem dúvida, esta adesão a Deus não está isenta de conteúdos: com ela estamos conscientes de que o próprio Deus nos é indicado em Cristo, mostrou o seu rosto e fez-se realmente próximo de cada um de nós» (24 de outubro de 2012).
Esta é a proposta fundamental do Ano da Fé, que o Pontífice proclamou para reavivar na Igreja a alegria de crer através da recuperação do primado de Deus, pois «se Deus perder a centralidade, o homem perde o seu justo lugar, e não encontra mais a sua colocação na criação, nas relações com os outros» (14 de novembro de 2012). Sem Deus, tudo de volta contra o homem.
Por sua vez o homem, que Bento XVI define «mendigo de Deus», traz em si mesmo «um desejo misterioso de Deus» (7 de novembro de 2012), que não pode permanecer uma paixão inútil, mas deve transformar-se num anseio profundo, alimentado pelas alegrias autênticas e pelo desejo de plenitude.
Sem dúvida, a resposta do homem é essencialmente resposta a Deus: mas, também e precisamente por isso, é resposta aos outros, através da obra de evangelização, que por sua vez é comunicação com Deus. «Falar de Deus — recorda o Papa — é comunicar, com força e simplicidade, com a palavra e a vida, aquilo que é essencial: o Deus de Jesus Cristo, aquele Deus que nos mostrou um amor tão grande, a ponto de se encarnar, morrer e ressuscitar por nós; aquele Deus que pede para O seguir e para se deixar transformar pelo seu amor imenso, para renovar a nossa vida e os nossos relacionamentos; aquele Deus que nos concedeu a Igreja, para caminharmos juntos e, através da Palavra e dos Sacramentos, renovarmos toda a Cidade dos homens, a fim de que ela possa tornar-se Cidade de Deus» (28 de novembro de 2012).
As de Bento XVI são catequeses do essencial, para conduzir a Deus os homens e as mulheres do nosso tempo.

José María Gil Tamayo
Título original: O meu vizinho ateu
In L'Osservatore Romano, 30.11.2012

domingo, 18 de novembro de 2012

Átrio dos Gentios: Gianfranco Ravasi e João Lobo Antunes

Está aberta a porta do diálogo e da partilha da vida.
Belo encontro onde se reconhece a unidade do desejo mais profundo de cada um.
O valor da vida e vida em valor não é mistério de alguns. É partilha da humanidade. Ousemos ouvir este momento do Átrio do Gentios.



sábado, 17 de novembro de 2012

Uma oração para católicos frustrados

Essa é a oração de James Martin, padre jesuíta e editor de cultura da revista semanal America, fundada em 1909 pelos jesuítas dos EUA. É formado em economia pela Wharton School of Business, da Universidade da Pensilvânia, em filosofia pela Universidade Loyola, de Chicago e em teologia pela Weston Jesuit School of Theology, de Cambridge, onde também fez seu mestrado e doutorado em Teologia.

A oração foi publicada no sítio da revista America, 13/08/2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Veja abaixo a oração em vídeo, rezada pelo próprio Pe. Martin, em inglês.

Eis o texto.

Querido Deus, às vezes eu fico muito frustrado com a tua Igreja.

Eu sei que não estou sozinho. Muitas pessoas que amam a tua Igreja se sentem frustradas com o corpo de Cristo na terra. Padres e diáconos, e irmãos e irmãs podem se sentir frustrados também. E eu aposto que até mesmo bispos e papas se sentem frustrados. Nós nos preocupamos, nos inquietamos, nos incomodamos, nos irritamos e às vezes nos escandalizamos porque a tua instituição divina, nossa casa, está repleta de seres humanos que são pecadores. Assim como eu.

Mas eu fico frustrado acima de tudo quando sinto que há coisas que precisam ser mudadas, e eu não tenho o poder para mudá-las.

Por isso, eu preciso da tua ajuda, Deus.

Ajuda-me a lembrar que Jesus prometeu que estaria conosco até o fim dos tempos e que a sua Igreja é sempre guiada pelo Espírito Santo, mesmo que para mim seja difícil ver. Às vezes, a mudança acontece de repente, e o Espírito nos surpreende, mas muitas vezes isso acontece lentamente na Igreja. No teu tempo, não no meu. Ajuda-me a saber que as sementes que eu planto com amor no solo da tua Igreja irão florescer um dia. Por isso, dá-me paciência.

Ajuda-me a entender que nunca existiu um momento em que não houve discussões ou disputas dentro da tua Igreja. Discussões remontam até Pedro e Paulo, que debatiam entre si. E nunca existiu um momento em que não houve pecado entre os membros da tua Igreja. Esse tipo de pecado remonta a Pedro, que negou Jesus durante a sua paixão. Por que a Igreja de hoje seria diferente do que era para as pessoas que conheceram Jesus na terra? Dá-me sabedoria.

Ajuda-me a confiar na Ressurreição. O Cristo ressuscitado nos lembra que sempre há a esperança de algo novo. A morte nunca é a última palavra para nós. Nem o desespero. E ajuda-me a lembrar que, quando o Cristo ressuscitado apareceu aos seus discípulos, ele suportou as feridas da sua crucificação. Como Cristo, a Igreja está sempre ferida, mas é sempre uma portadora de graça. Dá-me esperança.

Ajuda-me a acreditar que o teu Espírito pode fazer qualquer coisa: elevar santos quando nós mais precisamos deles, amolecer os corações quando eles parecem endurecidos, abrir as mentes quando elas parecem fechadas, inspirar confiança quando tudo parece perdido, nos ajudar a fazer o que parecia impossível até ser feito. Esse é o mesmo Espírito que converteu Paulo, que inspirou Agostinho, que chamou Francisco de Assis, que incentivou Catarina de Sena, que consolou Inácio de Loyola, que confortou Teresa de Lisieux, que animou João XXIII, que acompanhou Teresa de Calcutá, que fortaleceu Dorothy Day e que encorajou João Paulo. É o mesmo Espírito que está connosco hoje, e o teu Espírito não perdeu nada do seu poder. Dá-me fé.

Ajuda-me a lembrar de todos os seus santos. Muitos deles passaram por coisas muito piores do que eu. Eles ficaram frustrados com a tua Igreja às vezes, lutaram com ela e ocasionalmente foram perseguidos por ela. Joana D'Arc foi queimada na fogueira pelas autoridades eclesiásticas. Inácio de Loyola foi jogado na prisão pela Inquisição. Mary Mackillop foi excomungada. Se eles puderam confiar na tua Igreja em meio a essas dificuldades, eu também posso. Dá-me coragem.

Ajuda-me a ser pacífico quando as pessoas me dizem que eu não pertenço à Igreja, que eu sou um herege ao tentar fazer as coisas melhor, ou que eu não sou um bom católico. Eu sei que fui batizado. Tu me chamaste pelo nome para estar em tua Igreja, Deus. Enquanto eu respirar, ajuda-me a lembrar como as águas sagradas do batismo me acolheram em tua sagrada família de santos e pecadores. Que a voz que me chamou à tua Igreja seja o que eu ouço quando outras vozes me dizem que eu não sou bem-vindo na Igreja. Dá-me paz.

Acima de tudo, ajuda-me a colocar toda a minha esperança no teu Filho. Minha fé está em Jesus Cristo. Dá-me apenas o teu amor e a tua graça. Isso me basta.

Ajuda-me, Deus, e ajuda a tua Igreja. Amém.


In http://www.ihu.unisinos.br

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Ouvir as razões de quem não crê

D.R. | Cardeal Gianfranco Ravasi

O presidente do Conselho Pontifício da Cultura, cardeal Gianfranco Ravasi, apresenta em entrevista à Agência ECCLESIA o projeto do ‘Átrio dos Gentios’, uma iniciativa que valoriza a “escuta” de quem tem outras convicções, por parte da Igreja Católica, e procura ir ao encontro dos grandes temas da vida

Depois de Paris, Barcelona, Estocolmo, Tirana, Budapeste ou Florença, entre outras cidades, o Átrio dos Gentios vai chegar a Portugal, em plena crise, para falar do valor da vida, de esperança e da necessidade de resolver as questões fundamentais para se encontrarem soluções para as “pequenas coisas”. Guimarães e Braga, respetivamente capitais europeias da Cultura e da Juventude, acolhem a iniciativa, nos dias 16 e 17 de novembro.

Agência ECCLESIA – Como nasceu a ideia de criar um «Átrio dos Gentios»?
Cardeal Gianfranco Ravasi – A fonte, o ponto de partida é a intervenção de Bento XVI nas saudações à Cúria Romana, no Natal de 2009. Nessa ocasião, o Papa falou da necessidade de constituir uma espécie de ‘átrio dos gentios’, onde pudessem entrar os que não acreditam mas se interrogam sobre a transcendência, os grandes valores, a humanidade e, eventualmente, sobre o Deus desconhecido.
Nós, como um Conselho Pontifício que tinha em si a tradição de ser o Secretariado para os Não Crentes, criado após o Concílio Vaticano II (1962-1965), pensámos institucionalizar o ‘Átrio dos Gentios’ como espaço de diálogo entre crentes e não crentes sobre os grandes temas: a verdade, a justiça, o direito, a arte, o amor, a morte, a palavra sagrada das tradições religiosas, a transcendência, a ciência, o mal, a dor.
Começámos na Universidade da Bolonha (Itália), num encontro sobre ciência, filosofia e literatura, antes de ir a Paris, para a grande inauguração [março de 2011], porque era considerada a capital mais laica, secularizada da Europa.
Daí em diante, tivemos pedidos de dezenas e dezenas de cidades ou instituições, religiosas e não crentes, pelo que estivemos em Florença, para falar sobre a arte; em Palermo, sobre o direito, onde há o problema da Mafia; em Bucareste e Tirana, encontrámo-nos com os herdeiros do ateísmo; em Barcelona, para além da arte, houve o mundo da ciência, com o envolvimento de todas as universidades.

AE – Este é um projeto que implica a capacidade de ouvir. Como tem sido recebido este desafio pela Igreja Católica, mais habituada a uma dinâmica do discurso do que da escuta?
GR – Este elemento a que se refere é, seguramente, o mais importante, porque a caraterística fundamental [do átrio] está numa palavra, que usamos quase como símbolo: o diálogo.
A palavra, na sua origem grega, significa encontro de dois discursos: por isso, crentes e não crentes chegam com as suas razões, não é simplesmente para procurar um mínimo denominador comum. É antes a possibilidade de dizer com clareza, de forma elevada e também de forma popular, qual é a identidade de crentes e não crentes sobre os temas fundamentais da vida e, se quisermos, do mistério.
Por isso, a escuta é fundamental: não se pode fazer um ‘Átrio dos Gentios’ só com crentes ou não crentes. Hoje, além das dioceses, há organizações laicas que se organizam e nos convidam, como aconteceu na Cidade do México, onde irei em maio [2013], onde um professor, um filósofo não crente iniciou este percurso. A Igreja, neste caso, coloca-se numa posição de observadora das razões que transporta a própria razão.
Acredito que esta seja uma forma de celebrar, de forma nova, o Concílio Vaticano II.

AE – O último Sínodo dos Bispos (7-28 de outubro, Vaticano), sobre a nova evangelização, fez referência ao átrio nas propostas que entregou ao Papa. Este é um projeto para a conversão dos não crentes?
GR – Não, não. Diria antes que é muito semelhante ao ‘kerygma’, isto é, ao anúncio. Dou como exemplo a passagem de São Paulo pelo areópago [Atenas]: ele está num contexto cultural completamente diferente e adota uma linguagem que é compreensível para os seus interlocutores, mostra conhecer a sua cultura e depois apresenta a sua identidade cristã. Isto não quer dizer que os convença, até porque foi rejeitado. Alguns, no entanto, converteram-se.
Entendo que ambos, crentes e não crentes, não se reúnem no ‘Átrio dos Gentios’ para informar, simplesmente, porque a mensagem que têm é apresentada com ardor, é uma mensagem performativa. Não fazemos um congresso, apresentamos valores e eles, como tal, têm uma carga de convicções, os não crentes têm razões que nos fazem pensar, vividas com intensidade. É por isso que digo que não é evangelização, mas também não é um congresso temático, é um encontro de visões, de conceções. Nesse sentido, os cristãos também devem dar um testemunho caloroso.
Na UNESCO, em Paris, Jean Vanier falou do Movimento Fé e Luz, que se ocupa de pessoas com deficiência. Ele não estava ali para convencer os outros, mas o seu testemunho impressionou os não crentes; não o escolhemos para convertê-los, mas para que vissem o valor do amor cristão em prática. É por isso que digo que não é um congresso.

AE – Quais foram os momentos do Átrio dos Gentios que mais destacaria, até ao momento?
GR – Eu diria que os mais curiosos foram em Assis e Estocolmo. Em Assis, veio falar comigo o presidente da República da Itália, Giorgio Napolitano, que não é crente, mas é um homem muito nobre do ponto de vista moral e mesmo espiritual, devo dizer.
Ali havia seis tendas diferentes, nas quais se debatiam vários temas, em diálogo com crentes e não crentes, como os jovens, o grito da Terra, a mística.
Outro momento de sucesso, inesperado, foi em Estocolmo, na Academia do Prémio Nobel e depois num centro juvenil, o maior da Europa. Num ambiente fortemente laico, quase anticristão, diria, houve um interesse de tal ordem que fizemos 3 horas e 40 minutos de intervenções, sem intervalo, com transmissão televisiva.

AE – Como se vai desenvolver este átrio, no futuro?
GR – Há uma nova formulação, que está a suscitar muito interesse, ligada a categorias particulares: fizemos, por exemplo, átrios para crianças de famílias crentes e não crentes que foram um grande sucesso. Também já decorreram sessões para diplomatas e embaixadores e temos a intenção de promover um Átrio dos Gentios para jornalistas, para músicos, para o Cinema. Este será o futuro, para além das cidades.

Agência Ecclesia – A sessão de Guimarães e Braga, capitais europeias da Cultura e da Juventude, tem como tema «O valor da vida». Não é uma escolha demasiado genérica?
Cardeal Gianfranco Ravasi – Esta é a primeira vez, de facto, que abordamos – escolhido em Portugal – um tema tão vasto, antropológico. Penso, no entanto, que a vantagem é que, por causa de haver muitas intervenções, se possa obrigar as pessoas a abordar temas que não são dados por adquiridos. Ou seja, não se trata apenas de falar da bioética – alguns intervirão sobre estas questões das células estaminais, o aborto, a eutanásia -, mas de introduzir elementos que são a base para justificar o discurso da bioética.

AE – O que espera do debate com João Lobo Antunes ['o valor e o sentido da vida de cada ser humano']?
GR – Ainda não estruturei completamente o que quero dizer, mas quero insistir muito, usando textos bíblicos da categoria de “relação” e, portanto, da categoria de “corporeidade”, do corpo, por exemplo. Também quero falar da categoria de “limite”, da finitude do ser humano, isto é, da grandeza e da impotência: a crise, o mal, a dor, a morte e, por outro lado, a grandeza da criatura humana na sua relação com o transcendente, com o semelhante e com a matéria.
Tendo um tema muito amplo, vai ser possível mover-se sobre as grandes coordenadas, os grandes temas que muitas vezes não são abordados na sociedade contemporânea, que reduz tudo às questões imediatas. Penso que isto é algo com valor nesta sessão do átrio, até porque são cidades ligadas à cultura e aos jovens: quisemos falar mais de cultura, no sentido lato, mais do que de qualquer questão específica, ainda que cada interveniente aborde pontos concretos.

AE – Há a intenção de falar a todo o país, num momento de crise, de dizer alguma coisa ao Portugal de hoje?
GR – Penso que, ao falar de antropologia - também vou introduzir a referência ao transcendente – se vai introduzir o tema da esperança. Não conheço Portugal, apesar de o ter visitado algumas vezes, mas penso que vive a mesma experiência difícil de Espanha e Itália, pelo que há o risco de que as pessoas se contentem apenas com as “pequenas coisas”.
Assim, fazer uma intervenção forte sobre os grandes valores, é uma forma de sacudir um pouco as consciências e dizer: ‘Não se resolvem as coisas pequenas sem enfrentar as grandes’. Isto é, temos de criar uma atmosfera que não se limite às questões económicas nem financeiras, porque os seus problemas nasceram, em boa parte, quando se esqueceram as questões éticas, morais.
A verdadeira economia é uma ciência humanista, dizia o economista e prémio nobel indiano Amartya Sen. Por esse motivo, a falta de moralidade na finança, nos mercados, gerou miséria.
Acredito que voltar a oferecer ideias sobre a moral, os grandes valores, é algo precioso nesta situação.

AE – O Átrio dos Gentios passa pelas cidades num grande evento, que mobiliza muitas pessoas. Como manter esta dinâmica, após a realização de cada sessão?
GR – Essa é uma questão fundamental. Os primeiros eventos eram, por assim dizer, promocionais, para nos fazermos conhecer. Depois disso, em todos os lugares onde fomos, quisemos lançar, em concordância com todas as outras instituições que colaboraram nas sessões, uma espécie de comité, um grupo que continua a manter encontros de nível mais simples. É curioso o facto de a Universidade de Florença ter lançado um curso de um ano sobre temas da arte, lidos por crentes ou não crentes.
Na prática, posso dizer que a continuidade é assegurada, porque há outros eventos, de menor dimensão, em cidades próximas das que acolheram as sessões. O esforço é continuar, de outras formas, a experiência mais importante, e também em Portugal estamos já a pensar nesta continuidade. É uma condição indispensável.

In http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=93130

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Átrio dos Gentios em Portugal sobre o valor da Vida

Nos dias 16 e 17 de Novembro de 2012, em Guimarães e em Braga – capitais europeias da cultura e da juventude, respectivamente, no ano de 2012 – vai fazer-se uma sessão do Átrio dos Gentios, estrutura criada pelo Pontifício Conselho da Cultura e inaugurada em Paris nos dias 24 e 25 de Março de 2011.  
Desde então, o Átrio dos Gentios vai-se alargando a muitas outras cidades da Europa: de Paris a Palermo, passando por Florença, Assis, Bucareste, Tirana, Barcelona e Estocolmo. Nos dias 5 e 6 de outubro próximo chegará novamente a Assis e de Assis estender-se-á, então, a Portugal onde, desde o final de Janeiro de 2012, a Comissão Organizadora, que tenho a honra e o privilégio de coordenar, trabalha na preparação do terreno para a construção do Átrio dos Gentios.
O Átrio dos Gentios, em Portugal como pelo mundo fora, pretende ser lugar de encontro e de diálogo entre crentes, não crentes, agnósticos, gentes de diferentes formações científicas, culturais e políticas, e diferentes sensibilidades e confissões religiosas. O Átrio em Guimarães e em Braga abre-se para o encontro e o diálogo à volta de um tema que, para além das crenças, solicita todos à investigação, à reflexão, ao diálogo, ao contraste, à discussão e à meditação: o valor da vida.
O encontro no Átrio dos Gentios é convocado para pensar a Vida nas suas revelações e nos seus mistérios e para pensar a forma como os humanos, neste início do terceiro milénio, nos relacionamos com ela: porque existimos e somos o que somos? Que caminhos nos trouxeram até aqui? O que é e o que significa esta consciência de presença no universo, esta consciência de si, este sentimento de si e do outro? O que é este instinto visceral de sobrevivência que traz nas entranhas algo parecido com esperança e determinação para superar os fluxos de morte que de nós se abeiram e nos envolvem no quotidiano? E a fragilidade da vida? O que nos dizem as religiões e os humanismos, a ciência e a política, a filosofia e a história, o desporto e a teologia, a literatura e a espiritualidade sobre o valor e o sentido da vida de cada ser humano?
Num tempo em que estas questões são sistematicamente excluídas da agenda dos interesses públicos e da actualidade, insistir na ideia de que nada é demais, nenhum recurso, nenhuma ideia, para pensar a vida em geral, nas suas inumeráveis concretizações, e a vida humana, em particular, é um dever cívico, um dever de humanidade.
Não há mais lugar para entrincheiramentos em dogmatismos científicos ou religiosos castradores.
No fundo, o que a todos nos move, pelos caminhos da ciência, da fé, da dúvida e da resistência é a busca incessante do significado científico, teológico, ecológico, político, humano, pessoal e íntimo da vida. Seja seguindo pelos caminhos da ciência, seja pelos caminhos da fé, seja pelos caminhos da dúvida e da descrença, seja pela luz, seja pela noite, seja pelos cruzamentos quotidianos de uns e de outros, somos todos peregrinos fascinados pela “extravagância de ser” neste universo em que vivemos.

 Para mais informação consulte: http://www.atriodosgentios.pt/

Programa

O Valor da vida

 

Sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Guimarães – Grande Auditório da Universidade do Minho (Azurém)

18:00 Sessão inaugural
Fundação Orquestra Estúdio de Guimarães e coro da licenciatura em música da Universidade do Minho
Conferência inaugural: Identidade e sentido da vida de um povo
Marcelo Rebelo de Sousa
Apresentação – Maria João Avillez

20:00 Jantar

21:30 O valor e o sentido da vida de cada ser humano
Gianfranco Ravasi
João Lobo Antunes
Apresentação – Maria João Avillez


Sábado, 17 de novembro 2012

Braga
Estilo de vida e salvaguarda do universo


Museu Pio XII
10:00 – Inauguração da exposição de pintura – CRER: AS IMAGENS DE UMA AVENTURA de Isabel Nunes
 Auditório Vita
11:00 – Job ou a tortura pelos amigos de Fabrice Hadjadj. Encenação – Helena Carneiro
12:00 – Apresentação do livro Mostrar Cristo ao Mundo – cinco anos de pontificado de Bento XVI.


14:30 – Workshops em simultâneo

Salão Medieval da Universidade do Minho
Narrar a vida torna-a mais preciosa? – Literatura e espiritualidade
Ana Luísa Amaral
Tolentino Mendonça
Valter Hugo Mãe
Moderação – Anabela Mota Ribeiro

Auditório Vita
O sentido da vida e o sofrimento humano – religião e humanismos
Isabel Galriça Neto
Isabel Jonet
Fernando Nobre
Paulo Moura
Moderação – Paulo Rocha

Aula Magna da Faculdade de Filosofia
O valor da vida e o sentido do universo – filosofia e ecologia
Assunção Cristas
Henrique Leitão
José Rivas
Moderação – Luís Mah


16:30 – Workshops em simultâneo

Salão medieval da Universidade do Minho
 Vida pessoal e vida coletiva na identidade cultural – psicologia e história
Aldina Duarte
Carlos Amaral Dias
Vasco Graça Moura
Moderação: Jorge Barreto Xavier

Auditório Vita
Genética e bioética – ciência e política
Elena Postigo Solana
Maria de Sousa
Moderação – Ana Sofia Carvalho
  
Aula Magna da Faculdade de Filosofia
Valor do corpo e consciência espiritual – desporto e teologia
Alexandre Mestre
João Duque
Olga Roriz
Moderação – João Aguiar

19:00 – Orquestra Geração e Jovens Cantores de Guimarães
Auditório Vita

21:30 – Missa Brevis de João Gil pelos CANTATE
Sé Catedral

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Um desafio



"A PORTA DA FÉ (cf. Act 14, 27), […] está sempre aberta para nós. Atravessar esta porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira." (Porta Fidei, 1)

Queres atravessar esta porta?
Ela está aberta!
Tens dúvidas?
Há coisas que não compreendes?
Então, atreve-te a entrar por esta PORTA ABERTA.
O que vais encontrar?
Não sabemos! Sabemos, apenas, que estamos contigo, no mesmo percurso!

O que é o PORTA ABERTA?
O PORTA ABERTA pretende ser um ponto de encontro para a partilha dos nossos porquês. Na verdade, todos temos inquietações, dúvidas, incertezas. Todos nos interrogamos. Todos passamos por momentos de falta ou crise de fé. Todos procuramos um sentido original para a vida. Todos cremos. Mas como cremos e em que cremos ou em quem acreditamos?
O PORTA ABERTA quer ajudar-te a fazer caminho de fé, de confiança, a embrenhares-te na aventura cristã, sem medo, sem receios, mas com a alegria de crer. Não te daremos soluções para tudo. Queremos apenas caminhar contigo.

O que levamos no caminho?
A CONFIANÇA. É esta que nos permite avançar e entrar nesta porta. Simplesmente, como Paulo, afirmamos "Eu sei em quem pus a minha confiança!" (2Tm 1, 12).

Como o pretendemos fazer?
"Trazemos, porém, este tesouro em vasos de barro…" (II Cor 4,7-15). A fé que professamos é um tesouro, carregado nos nossos frágeis corações, mas cheios de confiança. Por isso, na Igreja, colocaremos um vaso de barro. É aí que, ao longo do ano, poderás colocar todas as tuas questões (fé, Igreja, Catecismo, Cristo, Deus, Bíblia…). Depois, convocaremos todos para um encontro mensal, onde, a partir das vossas interrogações, procuraremos, contigo e com outros, de forma organizada, fazer caminho de encontro à proposta cristã.
Em cada mês, e para ajudar à participação, daremos um marcador com o tema indicativo para o respetivo encontro.

Não podes vir? 
Podes apresentar aqui, no blogue as tuas dúvidas e as tuas perguntas. Ou então através do facebook. Interage com os teus amigos. Cria uma rede de diálogo e de conversa. Quando todos participam todos ganham. Assim, poderemos chegar mais longe e levar a partilha e a reflexão a outros que não podem estar presentes no PORTA ABERTA.



Ideias base:
1. A ideia da porta aberta surge da proposta da carta Porta Fidei (Carta de Bento XVI que promulga o Ano da Fé), logo na sua primeira expressão.
2. "Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim estará salvo; há-de entrar e sair e achará pastagem." (Jo 10, 9).
3. O túmulo aberto de Cristo está aberto. Ele ressuscitou. Esta profissão de fé está contida no Credo.