Mostrar mensagens com a etiqueta Ateu. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ateu. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

«Creio em Deus Pai Todo-Poderoso»



PAPA BENTO XVI AUDIÊNCIA GERAL

Sala Paulo VI Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013



«Creio em Deus Pai Todo-Poderoso»

Queridos irmãos e irmãs,
Na catequese de quarta feira passada, detivemo-nos sobre as palavras iniciais do Credo: «Creio em Deus». Mas a profissão de fé esclarece esta afirmação: Deus é o Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra. Portanto, agora gostaria de meditar convosco sobre a primeira e fundamental definição de Deus que o Credo nos apresenta: Ele é Pai.
Hoje, nem sempre é fácil falar de paternidade. Sobretudo no mundo ocidental, as famílias desagregadas, os compromissos de trabalho cada vez mais exigentes, as preocupações e muitas vezes a dificuldade de adaptar os balanços familiares e a invasão distraída dos mass media no interior da vida quotidiana são alguns dos numerosos factores que podem impedir uma relação tranquila e construtiva entre pais e filhos. Às vezes a comunicação torna-se difícil, a confiança diminui e o relacionamento com a figura paterna pode tornar-se problemático; e assim, na ausência de um modelo de referência adequado, é difícil também imaginar Deus como um Pai. Para quantos fizeram a experiência de um pai demasiado autoritário e inflexível, ou indiferente e pouco carinhoso ou até mesmo ausente, não é fácil pensar com serenidade em Deus como Pai e abandonar-se a Ele com confiança.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Porta Aberta - Encontro dia 27 de Fevereiro

O próximo encontro do PORTA ABERTA é já no dia 27 de Fevereiro, quarta feira, às 21h30, no Centro Pastoral.

 SANTO ADRIÃO, com a seguinte: 


TEMA/PERGUNTA



O mal, porque existe?
Porque permite Deus que haja dor e amargura?

Porque razão nos deixa Deus sofrer?
Como acreditar num Deus assim!?


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Porta Aberta - Encontro dia 23 de Janeiro



O próximo encontro do PORTA ABERTA é já no dia 23 de Janeiro, quarta feira, às 21h30, no Centro Pastoral.

 SANTO ADRIÃO - com a seguinte tema ou questão: 

BÍBLIA, o que é?
O que conta? Como a devemos ler?
È tudo verdade o que lá está escrito?

Adão e Eva foram realmente as primeiras pessoas que Deus criou?
Se sim, como é possível esta geração ser formada de homens e mulheres, quando Adão e Eva forma pais de dois rapazes Abel e Caim? 
E se um matou o outro, como se constituiu a família?

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Ano da Fé - Como falar de Deus? (Audiência Geral de Bento XVI)

PAPA BENTO XVI | AUDIÊNCIA GERAL
Praça de São Pedro, Quarta-feira, 28 de Novembro de 2012

Queridos irmãos e irmãs,


A interrogação central que hoje levantamos é a seguinte: como falar de Deus no nosso tempo? Como comunicar o Evangelho, para abrir caminhos à sua verdade salvífica nos corações muitas vezes fechados dos nossos contemporâneos e nas suas mentes por vezes distraídas pelas numerosas luzes da sociedade? O próprio Jesus, dizem-nos os evangelistas, ao anunciar o Reino de Deus, interrogou-se acerca disto: «A quem compararemos o Reino de Deus? Ou com que parábola o representaremos?» (Mc 4, 30). Como falar de Deus hoje? A primeira resposta é que nós podemos falar de Deus, porque Ele falou connosco. Portanto, a primeira condição para falar de Deus é a escuta daquilo que o próprio Deus disse. Deus falou connosco! Por conseguinte, Deus não é uma hipótese distante sobre a origem do mundo; não é uma inteligência matemática muito distante de nós. Deus interessa-se por nós, ama-nos, entrou pessoalmente na realidade da nossa história e comunicou-se a si mesmo a ponto de se encarnar. Portanto, Deus é uma realidade da nossa vida, é tão grande que tem tempo também para nós, preocupa-se connosco. Em Jesus de Nazaré nós encontramos o rosto de Deus, que desceu do seu Céu para se imergir no mundo dos homens, no nosso mundo, e para ensinar a «arte de viver», o caminho da felicidade; para nos libertar do pecado e para nos tornar filhos de Deus (cf. Ef 1, 5; Rm 8, 14). Jesus veio para nos salvar e para nos mostrar a vida boa do Evangelho.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Porta Aberta - Encontro dia 19 de Dezembro

O próximo encontro do PORTA ABERTA é já no dia 19 de Dezembro, quarta feira.

BRUFE - às 21h15, na Cripta da igreja, sobre a expressão do Credo “Creio na ressurreição da carne e na vida eterna”.

CAVALÕES - às 21h15, na residência paroquial, com o seguinte tema ou questão: “A Verdade da Fé”.

SANTO ADRIÃO -  às 21h30, no Centro Pastoral, com a seguinte tema ou questão:
Por vezes somos confrontados com a afirmação que o Homem inventou Deus, para isto ou para aquilo, para interesses do Homem, para sua justificação ou consolação. Quando se diz que o homem inventou Deus que poderemos pensar? Que Deus não existe senão como pensamento do Homem? Ou, que o Homem tem afinal a capacidade de aceder ao mistério de Deus?

 


sábado, 8 de dezembro de 2012

Fé e cultura - A Imaculada Conceição e a história de Portugal

As Nações sobrevivem à erosão do tempo e permanecem vivas na história dos povos se prosseguirem na fecundidade que lhes vem da sua espiritualidade e da sua cultura. A diluição espiritual e cultural de um povo significará inevitavelmente a perca da sua identidade e a sua fusão num hoje sem futuro.
Imagem
Pieter Rubens
A História de Portugal regista dois momentos altos na recuperação da sua independência: a Revolução 1383-1385 e a Restauração de 1640.
Na Revolução de 1383-1385 salienta-se o cerco de Lisboa, que durou cerca de cinco meses e terminou em princípios de setembro de 1384, acentuando-se durante o assédio, o significado da vitória alcançada por D. Nuno Alvares Pereira em Atoleiros a 6 de abril de 1384 e a eleição do Mestre de Aviz para Rei de Portugal, curiosamente a 6 de abril de 1385. Em 15 de agosto travou-se a Batalha de Aljubarrota, sob a chefia de D. Nuno Alvares Pereira, símbolo da vitória e da consolidação do processo revolucionário de 1383-1385.
No movimento da restauração destaca-se a coroação de D. João IV como Rei de Portugal, a 15 de dezembro de 1640, no Terreiro do Paço em Lisboa.

 

A Solenidade da Imaculada Conceição liga estes dois acontecimentos decisivos na História da independência de Portugal e no contexto das Nações Europeias. Segundo secular tradição foi o condestável D. Nuno Alvares Pereira quem fundou a Igreja de Nossa Senhora do Castelo em Vila Viçosa e quem ofereceu a imagem da Virgem Padroeira, adquirida na Inglaterra. Este gesto do Contestável reconhece que a mística que levou Portugal à vitória veio da devoção de um povo a Nossa Senhora da Conceição.
Aliás, já desde o berço, já a quando da conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques, havia sido celebrado um pontifical de ação de graças, em Lisboa, em honra da Imaculada Conceição.

Imagem
Giovanni Tiepolo

A espiritualidade que brotava da devoção a Nossa Senhora da Conceição foi novamente sublinhada no gesto que D. João IV assumiu ao coroar a Imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa como Rainha de Portugal nas cortes de 1646.
Esta espiritualidade imaculista foi igualmente assumida por todos os intelectuais, que na prestigiada Universidade de Coimbra defenderam o dogma da Imaculada Conceição sob a forma de um juramento solene.
De tal modo a Imaculada Conceição caracteriza a espiritualidade dos portugueses, que durante séculos o dia 8 de dezembro foi celebrado como "Dia da Mãe" e João Paulo II incluiu no seu inesquecível roteiro da Visita Pastoral de 1982 dois Santuários que unem o Norte e o Sul de Portugal: Vila Viçosa no Alentejo e o Sameiro no Minho.

Foto
Santuário de Nossa Senhora da Conceição, Vila Viçosa


O dia 8 de dezembro transcende o "Dia Santo" dos Católicos e engloba indubitavelmente a comemoração da Independência de Portugal, que o dia 1 de dezembro retoma. O feriado do dia 8 de dezembro é religioso, mas é também celebrativo da cultura, da tradição e da espiritualidade da alma e da identidade do povo português.
Não menos importante, e em âmbito religioso e litúrgico, o tema da Imaculada Conceição da Virgem Maria é já abundantemente abordado pelos Padres da Igreja. Será o Oriente cristão o primeiro a celebrá-la. Festividade que chega à Europa Ocidental e ao continente europeu pelas mãos das cruzadas Inglesas nos séc. XI e XII. Vivamente celebrada pelos franciscanos a partir de 1263, será o também franciscano Sixto IV, Papa, que a inscreverá no calendário litúrgico romano em 1477.

Imagem
El Greco
De facto, o debate e a celebração desta festividade em toda a Europa é acompanhada pela história do próprio Portugal. Coimbra, como já vimos, tem um importante papel em todo este processo.
Em 8 de dezembro de 1854, viverá a Igreja o auge de toda esta riqueza teológica e celebrativa. Através da bula "Ineffabilis Deus", Pio IX, após consultar os bispos do mundo, definirá solenemente o dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria.
Não estamos diante de uma simples festa cristã ou de capricho religioso. O dogma resulta de tudo quanto a Igreja viveu até aqui e vive hoje em toda a sua plenitude. Faz parte da identidade da Igreja. Isso mesmo o prova o texto proclamado por Pio IX que apoia a sua argumentação nos Padres e Doutores da Igreja e na sua forma de interpretar a Sagrada Escritura. Ele, de facto, reconhece que este dogma faz parte, depois de muitos séculos, do ensinamento ordinário da Igreja.

Imagem
Diego Velázquez


Portugal, segundo Nuno Alvares Pereira, ou melhor, São Nuno de Santa Maria, e D. João IV isso mesmo o demonstram, não só como resultado da sua própria fé mas como expressão de um povo deveras agradecido pela sua Independência e Liberdade.

A Conceição Imaculada da Virgem é um dogma de fé segundo o qual Maria é considerada a primeira redimida pela Páscoa de Cristo.

P. Francisco Couto
Reitor do Santuário de Vila Viçosa, professor do Instituto Superior de Teologia de Évora
P. Senra Coelho, professor do Instituto Superior de Teologia de Évora, Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa
In Agência Ecclesia
http://www.snpcultura.org/imaculada_conceicao_e_historia_portugal.html

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Depois do encontro "Em que crê quem não crê? E quem crê?"



Tal como estava anunciado, aconteceu, no passado dia 5, no Auditório da Fundação Cupertino de Miranda, um serão de diálogo sobre a ciência, o desconhecido, a esperança, a dúvida, o não-saber, a fé em Jesus Cristo… Os intervenientes convidados, Professor Agostinho Marques, Drª Goreti Azevedo e Padre Carlos Carneiro, principiaram por partilhar as suas concepções de Deus, do homem, da vida, da realidade, a que se seguiu, com a coordenação de Drª Luisa Alvim, moderadora do serão, um diálogo aberto entre os três intervenientes. As questões levantadas foram de enorme riqueza e a tónica dominante foi a da importância de uma busca humilde, sempre inacabada… Os valores comumente ressaltados foram os da abertura aos outros, solidariedade, partilha, perdão e compaixão, tendo o Professor Agostinho Marques afirmado que, para si – agnóstico – a maior questão não é acreditar ou não em Deus, mas na vida intervir e ter uma acção concreta no mundo. E – afirmou - uma das maiores preocupações da Faculdade de Medicina do Porto, de que é actual director, é ensinar aos alunos “a compaixão, a humanidade”.
O Padre Carlos Carneiro afirmou que a sua decisão de ser católico se prende com o facto de ter encontrado em Jesus Cristo a mais alta qualidade da existência humana e que a sua fé é uma relação que o obriga a por em causa, continuamente, a própria fé. É um crente imperfeito, à procura… A fé em Deus - disse - não é, não pode ser, só uma relação de intimidade, mas uma prática, uma ação que se expressa no viver para os outros.
Para a Drª Goreti Azevedo, os princípios e valores que norteiam a cultura cristã são os seus próprios valores. Contudo, não acredita em Deus porque não consegue estabelecer relação com Ele. Não encontra qualquer incompatibilidade entre o avanço da Ciência e a crença em Deus. Faltam, parece-lhe, comunidades cristãs que testemunhem, de forma convincente, aquilo em que acreditam!
O diálogo, entretanto, aberto a toda a assembleia, foi infelizmente curto e teve que ser interrompido porque as horas foram passando e o dia seguinte era dia de trabalho para a maioria dos presentes.  

Maria Helena Aguiar