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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Oração dos cinco dedos - Papa Francisco

Eis um método de oração estimado e querido do Papa Francisco. 
Certamente que é uma grande ajuda à nossa forma de rezar que envolve todas as dimensões da vida de cada um: pessoal, comunitária, cósmica e espiritual.
Muitas vezes não sabemos o que rezar, o que pedir, e as vezes até pensamos que o melhor é não pedir nada e só agradecer. Contudo, não só podemos como devemos pedir a Deus tudo quanto precisamos e entendemos como importante e necessário para todos. 
No Evangelho São Lucas Jesus diz: "Pedi e ser-vos-á dado; procurai e encontrareis; batei e abrir-se-vos-á; porque todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra; e ao que bate, abrir-se-á. qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma serpente? Ou se lhe pedir um peixe, lhe dará uma serpente? ou se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Se vós que sois maus dais coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso pai que está nos céus dará o Espírito Santo àqueles que lho pedem!"
Assim, a oração dos cinco dedos é um excelente guia para não só saber o que pedir, mas também para sabermos quais petições são mais importantes. 

Aqui fica:

1. O dedo polegar é o que está mais perto de ti.
Assim, começa por orar por aqueles que estão mais próximo de ti. São os mais fáceis de recordar. Rezar por aqueles que amamos é «uma doce tarefa«.

2. O dedo seguinte é o indicador: reza pelos que ensinam, instruem e curam. Eles precisam de apoio e sabedoria ao conduzir outros na direcção correta. Mantém-nos nas tuas orações.

3. A seguir é o maior. Recorda-nos os nossos chefes, os governantes, os que têm autoridade. Eles necessitam de orientação divina.

4. O próximo dedo é o anelar. Surpreendentemente, este é o nosso dedo mais débil. Ele lembra-nos que devemos rezar pelos débeis, doentes ou pelos atormentados por problemas. Todos eles necessitam das nossas orações.

5. E finalmente temos o nosso dedo pequeno, o mais pequeno de todos. Este deveria lembrar-te de rezar por ti mesmo. Quando terminares de rezar pelos primeiros quatro grupos, as tuas próprias necessidades aparecer-te-ão numa perspectiva correcta e estarás preparado para orar por ti mesmo de uma maneira mais efectiva.

Deus nos abençoe a todos. Boa oração!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Bento XVI presidiu à missa de Quarta-feira de Cinzas pela última vez enquanto papa

Bento XVI presidiu esta tarde pela última vez enquanto papa à celebração da missa de Cinzas, que assinala a entrada na Quaresma.
Na catequese da audiência geral desta manhã, já marcada pela Quaresma, salientou a importância da mudança e renovação de vida que este tempo penitencial propõe.
«Converter-se significa não fechar-se na procura do próprio sucesso, do próprio prestígio, da própria posição, mas fazer que em cada dia, nas pequenas coisas, a verdade, a fé em Deus e o amor se tornem a coisa mais importante», salientou.
Para o papa a «conversão» consiste em escolher entre «poder humano e amor da cruz, entre uma redenção baseada apenas no bem-estar material e uma redenção como obra de Deus», a quem se dá «o primado da existência».
Bento XVI vincou que cada católico deve diariamente «renovar a escolha de ser cristão», perante o «juízo crítico de muitos contemporâneos».
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Vaticano, 13.2.2013. Foto: AP Photo/Gregorio Borgia

«As provas a que a sociedade atual submete o cristão são muitas e atingem a vida pessoal e social. Não é fácil ser fiel ao matrimónio cristão, praticar a misericórdia na vida quotidiana, deixar espaço à oração e ao silêncio interior», referiu.
O Papa recordou os obstáculos com que os católicos se defrontam quando pretendem «opor-se publicamente a escolhas que muitos consideram óbvias, como o aborto no caso de uma gravidez indesejada, a eutanásia no caso de doença grave, ou a seleção dos embriões para prevenir doenças hereditárias».
Foto 
Vaticano, 13.2.2013. Foto: AP Photo/Gregorio Borgia

«No nosso tempo não são poucas as conversões» de pessoas que «durante anos se afastaram da fé e depois redescobriram Cristo e o seu Evangelho», como aconteceu com o monge russo ortodoxo Pavel Florenskij, a holandesa Etty Hillesum, que morreu no campo de concentração de Auschwitz, e a norte-americana Dorothy Day, apontou.
Na missa de Cinzas, esta tarde, Bento XVI afirmou que «viver a Quaresma numa mais intensa e evidente comunhão eclesial [dentro da Igreja], superando individualismos e rivalidades, é um sinal humilde e precioso para aqueles que estão longe da fé ou são indiferentes».
Foto 
Vaticano, 13.2.2013. Foto: AP Photo/Gregorio Borgia

«Iniciemos confiantes e alegres o itinerário quaresmal. Ressoe fortemente em nós o convite à conversão, a voltar para Deus com todo o coração, acolhendo a sua graça que nos faz homens novos (...) Nenhum de nós, por isso, seja surdo a este apelo (...)», apelou.

SNPC / Agência Ecclesia
© SNPC | 13.02.13

Quaresma em família



A quaresma é um tempo especial e único na vida dos cristãos. Especial porque nos é dada a oportunidade de fazer um grande retiro, não de isolamento da realidade, mas de assentar na realidade da nossa vida e vive-la à Luz Pascal da Palavra de Deus. Único porque a quaresma não se repete. Todos os anos a Igreja nos abre as portas para um novo recomeço, um regressar às fontes da nossa fé e da nossa vida.
É verdade que a quaresma pode ser vivida no íntimo de cada um, cada qual com os seus apelos interiores de conversão e mudança, e ainda com a sua busca interior da verdade na sua existência.
Mas também é verdade que também pode e deve ser vivida a nível familiar, de igual forma com os mesmo ou outros apelos interiores de conversão e de mudança de atitudes e comportamentos.
O evangelho, acolhido no coração de cada um e de cada família, ilumina a pessoa e através dela toda a família em que vive.
Desta forma propomos uma série de desafios e de caminhos para viver este tempo favorável em família. São apenas alguns exercícios espirituais que nos ajudam a marcar o tempo e a tomar ritmo quaresmal.

1. Criar o cantinho da oração, com a Cruz, a Bíblia, uma vela e o dístico "Este é o tempo de…";
2. Rezar em família a oração da noite: podem para isso recorrer ao livro "Rezar na Quaresma" (Salesianos):
3. Participar na Eucaristia dominical em família;
4. Transcrever manualmente o Evangelho de São Lucas, escalando os dias em que cada membro da família toma a sua vez;
5. Pensar como a família vai fazer o seu jejum;
6. Fazer alguma renúncia quaresmal em favor de alguma causa ou instituição;
7. Visitar os familiares mais distantes ou que vivem isolados;
8. Refazer laços quebrados quer com familiares, quer com algum vizinho ou companheiro(a) de trabalho;
9. Partilhar com os mais necessitados, não o que nos sobra, mas o que lhes faz falta;
10. Celebrar o perdão de Deus através da celebração do sacramento da reconciliação;
11. Participar no Tríduo Pascal;
12. Participar em família na Via Sacra da Comunidade;
13. Integrar alguma atividade cultural relacionada com este período quaresmal;
14. No dia de Páscoa participar na Eucaristia e colocar em lugar de destaque uma Cruz florida feita por todos os membros da família;
15. Os pais podem contar a história da Pascoa aos seus filhos através da leitura da Bíblia ou de outro livro ou filme;
16. Fazer uma tertúlia familiar sobre a Fé;
17. Surpreender o Pai/Mãe/Filho(a)/Esposo(a)/Avô/Avó com algo que o que recebe não estaria à espera.

A Equipa Arciprestal de Pastoral Familiar de Vila Nova de Famalicão, 
deseja a todos uma santa e fecunda Quaresma!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Atelier sobre Oração

























Grupos de trabalho sobre a Oração

Desejar, desejar desesperadamente
desejar até à dor e à angústia
até ao grande vazio amargo
desejar que seja de outro jeito
desejar o fim das crueldades
das loucuras, da estupidez, do abjecto,
desejar a satisfação, a luz, a ternura
ter muita fome, ter muita sede
do mundo diferente
e de si-mesmo diferente.
                                      Maurice Bellet

Todos os mestres de oração, embora apresentem diversas definições do que é orar, coincidem num mesmo ponto: para que haja oração tem de haver uma mútua relação de amor entre Deus e o homem. Tem de haver uma relação pessoal e íntima em que se busque a comunicação (comum união) que nasce do amor de Deus e a Deus. 
A oração é autêntica na medida em que haja amor. Por isso se se quer rezar verdadeiramente a única preocupação deve ser a de amar – a Deus e aos outros. 
Seria, portanto, um erro dar uma atenção exclusiva às técnicas, às formas, às diferentes modalidades e passar ao lado do amor.

No entanto… vamos organizar um dia, uma tarde com atelieres de oração… 
Para os que não sabem rezar, para os que não rezam, para os que desejam entrar em comunhão com o Senhor (pela fé) apresentamos esta iniciativa. Venham fazer esta experiência.

Objectivos:
- Melhorar a minha oração;
- Aprender a rezar e experimentar a oração em comunidade;
- Aprender a fazer silêncio para melhor escutar o que Deus l me quer dizer;
- Dar a conhecer, de forma experiencial, diferentes tipos de oração.

Atelieres:
     1. Celebrar a Eucaristia e viver eucaristicamente
     2. A oração litúrgica – laudes e vésperas
     3. Oração pessoal – baseada na Sagrada Escritura (meditação e contemplação)
     4.  Exame de consciência – exame para tomar consciência
     5.  Oração de louvor e adoração
     6.  Oração do terço
     7.   Oração da manhã e oração da noite

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Ano da Fé - Virgem Maria. Ícone da fé obediente (Audiência Geral de Bento XVI)

PAPA BENTO XVI | AUDIÊNCIA GERAL

Praça de São Pedro, Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2012

Queridos irmãos e irmãs,


No caminho do Advento, a Virgem Maria ocupa um lugar especial, como Aquela que de maneira singular esperou a realização das promessas de Deus, acolhendo na fé e na carne Jesus, o Filho de Deus, em plena obediência à vontade divina. Hoje, gostaria de meditar brevemente convosco a propósito da fé de Maria, a partir do grande mistério da Anunciação.
«Chaîre kecharitomene, ho Kyrios meta sou», «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo!» (Lc 1, 28). São estas as palavras — citadas pelo evangelista Lucas — com as quais o arcanjo Gabriel se dirige a Maria. À primeira vista, o termo chaîre, “ave”, parece uma saudação normal, usual no âmbito grego, mas estas palavras, se forem lidas no contexto da tradição bíblica, adquirem um significado muito mais profundo. Este mesmo termo aparece quatro vezes na versão grega do Antigo Testamento e sempre como anúncio de alegria pela vinda do Messias (cf. Sf 3, 14; Gl 2, 21; Zc 9, 9; Lm 4, 21). Portanto, a saudação do anjo a Maria constitui um convite à alegria, a um júbilo profundo, anuncia o fim da tristeza que existe no mundo, diante do limite da vida, do sofrimento, da morte, da maldade e da obscuridade do mal que parece ofuscar a luz da bondade divina. Trata-se de uma saudação que marca o início do Evangelho, da Boa Nova.
Mas por que Maria é convidada a alegrar-se deste modo?