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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Quando (não) comer é uma oração

Na Quarta-feira [de Cinzas], os católicos começam um tempo de exercícios espirituais a que chamam Quaresma. Começam-no de uma forma, no mínimo, curiosa: com um dia de jejum (que voltam a replicar na Sexta-Feira Santa). Ora, um dado muito objetivo é a urgência de as comunidades católicas reencontrarem o sentido desta prática. Hoje é patente a necessidade de ressignificar espiritualmente o jejum, e de fazê-lo numa linguagem compreensível, mas sem dispensá-lo. Só um cristianismo insípido pode liquidar o jejum como irrelevante ou achar que pode fazer equivaler a privação do alimento à privação de qualquer bem ou gasto supérfluo. O que está em causa no jejum é a possibilidade de nos interrogarmos sobre algo mais fundo: aquilo que nos serve de alimento e a voracidade sonâmbula com que vivemos. Pois, como lembrava José Augusto Mourão, «há em nós um desejo de ser ou de viver que nenhum alimento do mundo pode saciar. O que é desejado em nós não são tanto os objetos de que parecia termos necessidade mas aquilo que subjaz ao fundo de que vivemos, o dom da vida». É com isso precisamente que o jejum dialoga. Nos seus traços bíblicos e cristãos, o jejum não é uma simples desintoxicação da bulimia em que estamos mergulhados, mas um modo, ao mesmo tempo simbólico e real, de exprimir que o verdadeiro alimento da nossa vida é outro, está noutra parte. Desta forma, somos chamados a tomar o jejum como lugar de um reencontro espiritual autêntico — e isto através de uma aprendizagem da conversão. É na medida em que o crente aprofunda o amor indefetível de Deus que poderá aceitar o risco e a exigência de um compromisso assim vital. Na sua simbólica política (que evidentemente tem, não o esqueçamos), o jejum é também uma contestação declarada a uma cultura que identifica no consumo a sua promessa de felicidade e que promove essa procura no modo egocêntrico mais básico. O jejum é um posicionamento face aos tráficos de desejo que cada um traz alojados dentro de si. A vida cristã é uma economia de resistência e de combate. O jejum deve tornar-se um compromisso ativo em vista de uma transformação das estruturas opressivas de um mundo que, por exemplo, na sua organização atual patrocina o desfrutamento devorante das fontes do planeta. O jejum, porém, só encontra a sua legibilidade quando nos reaproxima dos outros, recolocando-nos a operar num horizonte comunitário e relançando as nossas competências relacionais. É na medida em que o crente solidamente ancora a sua prática na relação que poderá aceder verdadeiramente à significação do jejum: renúncia à atitude solipsista das várias tipologias de consumo em vista da sobriedade, da condivisão, da solidariedade e do dom. O jejum tem de inspirar uma nova qualidade e um novo estilo de relação, afastando-nos quer das práticas predatórias e suas quotidianas insinuações, quer da indiferença determinada pela busca obsidiante do proveito próprio. Lembra o monge português Carlos Maria Antunes, num oportuníssimo livro agora publicado («Só o Pobre Se Faz Pão», Paulinas Editora, 2013): «O jejum deixa-nos indefesos, confrontados com a nossa nudez, libertando-nos da tirania das máscaras e expondo a pobreza radical que habita cada ser humano. Revela que a nossa fome não é só de pão e que o nosso desejo mais profundo é sempre desejo do outro. Ampliando o nosso espaço interior, transforma-se numa forma singular de hospitalidade, que permite o acolhimento de si próprio e do outro, na sua mais genuína originalidade e verdade».

José Tolentino Mendonça, padre e poeta
«Revista» («Expresso»), 2 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Atelier sobre Oração

























Grupos de trabalho sobre a Oração

Desejar, desejar desesperadamente
desejar até à dor e à angústia
até ao grande vazio amargo
desejar que seja de outro jeito
desejar o fim das crueldades
das loucuras, da estupidez, do abjecto,
desejar a satisfação, a luz, a ternura
ter muita fome, ter muita sede
do mundo diferente
e de si-mesmo diferente.
                                      Maurice Bellet

Todos os mestres de oração, embora apresentem diversas definições do que é orar, coincidem num mesmo ponto: para que haja oração tem de haver uma mútua relação de amor entre Deus e o homem. Tem de haver uma relação pessoal e íntima em que se busque a comunicação (comum união) que nasce do amor de Deus e a Deus. 
A oração é autêntica na medida em que haja amor. Por isso se se quer rezar verdadeiramente a única preocupação deve ser a de amar – a Deus e aos outros. 
Seria, portanto, um erro dar uma atenção exclusiva às técnicas, às formas, às diferentes modalidades e passar ao lado do amor.

No entanto… vamos organizar um dia, uma tarde com atelieres de oração… 
Para os que não sabem rezar, para os que não rezam, para os que desejam entrar em comunhão com o Senhor (pela fé) apresentamos esta iniciativa. Venham fazer esta experiência.

Objectivos:
- Melhorar a minha oração;
- Aprender a rezar e experimentar a oração em comunidade;
- Aprender a fazer silêncio para melhor escutar o que Deus l me quer dizer;
- Dar a conhecer, de forma experiencial, diferentes tipos de oração.

Atelieres:
     1. Celebrar a Eucaristia e viver eucaristicamente
     2. A oração litúrgica – laudes e vésperas
     3. Oração pessoal – baseada na Sagrada Escritura (meditação e contemplação)
     4.  Exame de consciência – exame para tomar consciência
     5.  Oração de louvor e adoração
     6.  Oração do terço
     7.   Oração da manhã e oração da noite

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Conclusões da VIII Jornada da família - Educar para quê?


As VIII Jornadas da Família, sob o tema "Educar para quê?", decorreram no passado sábado, dia 2 de Fevereiro, no Centro Pastoral de Santo Adrião, Vila Nova de Famalicão. Participaram neste encontro formativo para famílias cerca de trezentas pessoas, oriundas na sua maioria das paróquias de Santo Adrião, Brufe e Cavalões, promotoras do evento, entre muitas outras de outras paróquias do arciprestado e fora dele.
O conferente, Pe. Alberto Brito, provincial da Companhia de Jesus em Portugal, começou por propor um olhar sobre o ato de educar não só na vertente do transmitir conhecimentos mas sobretudo que a educação é um permitir caminhos que se traduzam numa mais-valia libertadora para a pessoa. A educação, seja ela qual for, há de ser sempre um caminho que ajuda a formar homens e mulheres vertebrados e não moluscos. Assim a pergunta em vez de ser "Educar para quê?" poderia traduzir-se em "Educar para onde?". Qual o caminho a percorrer? O importante é perceber que o que não passa pela liberdade da pessoa vai sempre desintegrar-se. Por isso, a educação tem de apostar em formar pessoas vertebradas, que caminham a quatro pés para se manterem em equilíbrio.
Estes quatro pés, crescendo e desenvolvendo-se cada qual segundo o seu tempo e circunstância, movem-se entre o eixo do dever (Família-Estabilidade [1.º Pé] e Escola-Obrigação [2.º Pé]) e o eixo do prazer (Convívio-Sociabilidade [3.º Pé] e Espírito-Gratuidade [4.º Pé]). Fazer este percurso educativo, assente nestes quatro pés, é investir na formação de pessoas vertebradas. Este equilíbrio, porém, não é estático. Pelo contrário é um equilíbrio dinâmico, como o de uma bicicleta. No fundo, todos sabemos que não crescemos em linha reta.
A construção da pessoa precisa de tempo e de gratuidade. O que mais contribui para a sua edificação é a coerência dos pais ou dos educadores. Os filhos não obedecem aos pais ou aos educadores. Eles imitam-nos. Não como quem faz uma cópia a papel químico ou tira uma fotocópia mas por assimilação daquilo que é natural nos pais ou educadores e que eles descobrem ser autêntico, verdadeiro, assumido e vivido com naturalidade entre todos.
Daí a necessidade de investir na distância crítica para aprender a arrumar a cabeça e não sobrecarrega-la com coisas superficiais e banais. A assimilação não é proporcional nem está sujeita à aceleração. Para arrumar a cabeça e assimilar conteúdos é preciso uma escala de valores de referência. Sem ela a construção desmorona-se.
"O ser humano é, até ver, uma só coisa…" afirmou o Pe. Alberto, concretizando que só se pode educar aquilo que existe, o que está diante dos olhos… E o que está diante de nós é o Homem e é a Mulher, capazes da transcendência e por causa disso, capazes de se transcenderem, de se superarem, de crescerem em tensão misteriosa. Desta forma percebemos que o mistério é algo sobre o qual eu posso progredir sempre. A vida é um crescendo…

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Retiro para casais

A Equipa da Pastoral Familiar do Arciprestado de Vila Nova de Famalicão está a organizar um RETIRO PARA CASAIS. Este será seguramente uma oportunidade de aprofundamento da espiritualidade do casal e consequentemente da família. 
O retiro começa no dia 8 de Março, sexta-feira, com o jantar às 20h, no Centro Apostólico do Sameiro e terminará no dia 10, domingo, à tarde. Para orientar o retiro contamos com a presença do Cónego Vítor Novais, reitor do Seminário Conciliar da Arquidiocese de Braga.
Mais informamos que as instalações e condições são muito boas e têm por custos os seguintes preços: dormida em quarto duplo 36 euros, e refeição 10 euros (com bebidas) o que perfaz um total de 152€ por casal. Contudo, que ninguém deixe de participar por questões económicas. Estamos dispostos a ajudar quem precisar.Para o efeito contactem a equipa arciprestal através do email.
Deixamos aqui também a ficha de inscrição, a qual poderá chegar por email familia.arciprestado@gmail.com ou pessoalmente, à Equipa da Pastoral Familiar Arciprestal, até ao dia 1 de Março (semana anterior à do retiro). Há limite de inscrições.
Naturalmente que o contacto pessoal é sempre mais "eficaz" do que o anúncio para todos. 
Se gostarias de ter uma experiência deste género, pois contacta a Equipa da Pastoral Familiar Arciprestal para o email acima referido.
A Equipa de Pastoral Familiar do Arciprestado de Vila Nova de Famalicão

Matrimónio e Educação‏ - VIII Jornada da Família EDUCAR PARA QUÊ?

Reflectir em poucas linhas sobre duas das realidades mais complexas e mais importantes para a pessoa humana, para além de poder ser uma tarefa quase impossível de realizar, pode ainda levar-nos a correr o risco de dizer coisas perfeitamente banais e simplistas.
E contudo, torna-se um desafio interessante, pois aquilo que formos capazes de pensar e dizer a este nível terá obrigatoriamente muito a ver com a maneira como encaramos a vida.
É verdade que, com frequência, ouvimos dizer que o matrimónio e a educação estão a passar por uma profunda crise. Os dados estatísticos no que diz respeito ao divórcio e a realidade que todos vamos ouvindo, aqui e acolá, acerca das dificuldades da vida em casal parecem comprovar, sem margem para dúvidas, esta crise. Também no que diz respeito à educação o panorama não parece ser melhor, sendo frequente encontrar posições de desencanto e mesmo desânimo em muitos dos seus protagonistas.
Apesar desta realidade eu não quero ser pessimista, nem tenho como objectivo fazer aqui a análise dessa situação. O espaço que aqui disponho não me permite fazer isso, e, por outro lado, prefiro fazer uma afirmação inequívoca da importância do matrimónio e da educação para a construção da pessoa (de cada pessoa) e, por conseguinte, para a humanização deste mundo. A relação entre estas duas realidades (matrimónio e educação) penso que ficará clara a partir desta perspectiva.
Na verdade, ao olhar para a condição humana, somos capazes de perceber como cada um de nós é um ser ‘acolhido’. Basta para isso fazermos a simples constatação que nenhum de nós se deu a vida a si mesmo. Todos a recebemos como um dom ‘dado’ por alguém. Quando tomamos consciência da nossa própria existência, já estamos nela. E se isto é evidente do ponto de vista meramente biológico, igualmente evidente me parece em todos os outros níveis específicos da condição humana.
Se não vejamos: Como é que aprendemos a falar? Como alcançamos capacidade de entender o mundo e a existência? Como é que aprendemos a amar? Como somos capazes de desenvolver a nossa capacidade de reflectir? Como é que aprendemos a simbolizar? Como somos capazes de dizer, intuir e experimentar o transcendente? Bastam estas perguntas para percebermos que sem os outros jamais chegaríamos a desenvolver estas características tão específicas da nossa condição.
Mas podemos ainda ir mais longe, e afirmar que a própria identidade pessoal, que é aquilo que nos individualiza e nos torna únicos e irrepetíveis, não é uma mera conquista, mas é também uma experiência de ser recebido e acolhido. Como é que eu descubro quem sou? Como é que eu descubro o meu nome? Não é porque os outros me tratam como um ‘eu’ e me chamam assim, que eu tenho a possibilidade de ir crescendo e ganhando a consciência de ser esse eu? Claro que não devo isso só aos outros, claro que a minha capacidade de interacção e de entrega é fundamental, mas a verdade é que sem os outros eu não chegava a ser o que sou.
Até mesmo a minha condição de ser pai me diz isso. Só acedi a essa experiência por causa dos meus filhos. Ser pai do André e do Filipe é algo que é constitutivo da minha identidade pessoal, ou seja preciso deles para construir a minha identidade pessoal, por isso, eles são parte constitutiva dela.
A partir destas pequenas ideias, que como é obvio precisavam de mais espaço para serem desenvolvidas, posso agora afirmar, sem correr um grande risco de ser mal entendido, que o ser humano só se vai humanizando à medida que vai vivendo a relação com os outros.
Claro que quando nascemos já possuímos as características genéticas e biológicas específicas da condição humana, mas todos estamos de acordo que ser homem e mulher é muitíssimo mais do que simples biologia ou genética. As linguagens que utilizamos, a cultura que construímos e da qual também fazemos parte, a experiência religiosa que vivemos, o amor que damos e recebemos, os projectos que vamos sendo capazes de realizar, quer ao nível individual como social, tudo isso, que é também característico da nossa realidade (e para mim o mais característico), exige a existência dos outros.
E afinal o que é que isto tudo tem a ver com o matrimónio e a educação? Do meu ponto de vista e a partir da minha experiência, atrevo-me a afirmar que tudo.
É que ser pessoa humana é algo que requer obrigatoriamente a presença e o amor dos outros. É que a educação tem por objectivo principal a formação integral da pessoa humana. É que o matrimónio é aquele tempo e espaço, aquela relação, onde duas pessoas se vão construindo uma à outra, sendo capazes de dar origem a algo de novo, o nós (que não elimina a identidade pessoal de cada um, mas pelo contrário a alimenta) que muitas vezes se concretiza num alguém totalmente novo e irrepetível (os filhos).
Somos pessoas porque alguém antes de nós teve a capacidade de viver uma relação de personalização e amadurecimento capaz de gerar vida nova (não ignoro que muitas vidas são, infelizmente, geradas fora deste âmbito, mas insisto na ideia de que o característico da vida humana é muito mais do que simples biologia). Somos pessoa porque fomos acolhidos numa experiência de amor que foi capaz de nos lançar nesse patamar da condição humana e cada dia é capaz de nos ir ajudando a crescer como pessoas (independentemente da idade que tenhamos, pois isto é um processo para toda a vida). Somos pessoa porque fomos sendo educados como tal, e porque continuamos a sê-lo.
Não apoiar inequivocamente o matrimónio, não apostar claramente numa educação pessoal e pessoalizadora é correr o grave risco de poder criar sociedades menos humanas.
Todos estamos empenhados em construir um mundo mais humano e mais fraterno. Mas não tenhamos dúvidas que isso só será possível se tivermos pessoas mais humanas e mais fraternas, e isso passa obrigatoriamente pela educação e pela capacidade que tivermos em viver a experiência matrimonial duma maneira verdadeira e profunda.

Juan Francisco Ambrosio
Prof. Teologia

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

VIII Jornada da Família - Reflexão do casal Manuel e Ilídia Leite


Nós, enquanto casal do conjunto de 8 casais da Pastoral Familiar de V.N. Famalicão (Stº Adrião) e Brufe, um dos casais da organização da VIII Jornada da Família, fazemos a nossa reflexão de lançamento e desafio à jornada. 
Vivemos dominados pelo discurso da crise, e temos que nos adaptar à realidade, lutando obviamente contra a adversidade.
A crise é essencialmente económica, mas há 2 realidades que estão antes dela (uma) e depois dela (outra):
 
1 – Antes da crise económica está a crise do ser humano levado para o comportamento individualista, materialista/consumista, ser funcional no mundo do trabalho, conduzindo à degradação da dignidade humana, das relações inter-pessoais e, em particular, da instituição familiar.


2 – Depois, com a crise instalada, está a realidade das consequências nefastas da mesma sobre a vida de cada um, sobre as relações inter-pessoais, a sustentabilidade das relações, o equilíbrio emocional, material e cultural das famílias.

Estamos, portanto, num ciclo vicioso: a crise do “homem” que o leva a investir no TER em prejuízo do SER, e depois o acentuar da crise quando perde o SER e o TER.

Em suma: a crise essencialmente económica que nos envolve, não resulta somente de más gestões económicas e financeiras, mas de um conjunto de factores humanos e sociais, estabelecidos sobretudo na 2ª metade do século XX.

Enquanto somos abafados pelo alarido de como contornar a crise,… como sair do jugo do FMI ou da Troika, esquecemo-nos de ir contrariando algumas das consequências da crise.
Então, com esperança e confiança nas capacidades humanas de superação das adversidades, temos que ir minimizando os estragos ou corrigir os erros que as crises vão infligindo às pessoas e às famílias.

Temos que investir no SER.

Investir no SER é uma questão cultural, educacional. Falar de educar é falar do(s) lugar(es) onde educar.

Ora a 1ª escola da vida é a FAMÍLIA.

Não é despiciendo, pelo contrário, é muito importante, em tempo de “faltas materiais”, falar daquilo que sustenta a humanidade em qualquer circunstância:
a unidade, a agregação das pessoas, a solidariedade, o bom relacionamento, a família, a educação, a espiritualidade.

E entramos, assim, na temática do “Educar para quê?”.
 
O bem-estar material é, naturalmente, importante na vida. Mas não sei se todos damos conta de que a EDUCAÇÃO é o desafio fundamental, básico, duma sociedade. Que contemple:

                - Relação afetiva na família
                - Relação solidária / O exercício do bem / O conceito ÉTICO
                - Conhecimento / Cultura
                - Beleza / O BELO / Conceito ESTÉTICO / Arte
                - Relação com a natureza / Sentido ECOLÓGICO
                ….

Repito: há que investir no SER.

E tornarmo-nos SERES-COM e SERES-PARA, o(s) outro(s), ponto de partida para todo o debate social, político, económico.

Somos confrontados, à nossa volta, sempre com alguns comentários sobre o interesse, a oportunidade, o acolhimento deste tipo de iniciativas.

O que dizemos é que é importante sairmos de casa, encontrarmo-nos, na nossa comunidade, na cidade, onde quer que seja e fazer encontro de convívio, debate, troca de experiências, falar e ouvir falar de problemas que nos cercam, e de eventuais propostas.

O nosso espaço é de matriz cristã, mas afirmamo-lo com ênfase, é um espaço aberto à pluralidade de crenças, à pluralidade de ideias sobre a família e a educação. Só assim é verdadeiramente cristão. Cristo é o Homem da diferença, no Seu tempo e no de hoje.
Diferença para o VERDADEIRAMENTE HUMANO, mas lidando com opositores.

Um comentário: Da maneira como “isto vai” não há ânimo para nada. Não pode ser.
A perda de ânimo é a perda da alma. A perda da alma é a perda do corpo. Nesta unidade CORPO–ALMA, se a componente corpórea sofre mais com a falência destes tempos, que o ânimo (alma) não deixe baixar os braços do corpo.
Por isso, vamos em frente e… venham à jornada.

Manuel Leite e Ilídia Leite