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quinta-feira, 9 de maio de 2013

«Comunicador, quem é o teu próximo?» - Dia Mundial das Comunicações Sociais



A Igreja Católica assinala no próximo domingo, da Ascensão, o Dia Mundial das Comunicações Sociais.
Sobre o tema propomos alguns excertos da intervenção que o papa Francisco proferiu em outubro de 2002 na capital argentina, quando era cardeal e arcebispo de Buenos Aires. A conferência baseia-se na parábola bíblica do Bom Samaritano (Lucas 10, 25-37).

Comunicador, quem é o teu próximo?
Card. Jorge Mario Bergoglio (papa Francisco)

Ao abordar a reflexão do tema que me foi proposto, não posso, como cristão, deixar de referir-me inicialmente ao Evangelho. Não só porque a pergunta «quem é o teu próximo?» está inspirada na parábola do Bom Samaritano, mas - e principalmente - porque o Evangelho do Senhor é precisamente comunicar uma boa notícia.

O evangelho como boa notícia
«Vão por todo o mundo e anunciem o Evangelho». «Ensinem todos os homens a cumprir tudo o que vos mandei»: a lei da caridade. O Evangelho é uma boa notícia que temos a missão de anunciar a todos e "desde os telhados". E se aprofundamos mais, constatamos que os critérios mais profundos do anúncio, também para os novos media, são os do Evangelho. Por este motivo abordo o tema a partir desta perspetiva. Por outro lado, o desafio apresentado pelos media, com as suas tecnologias, o seu alcance global, a sua omnipresença e a sua influência sobre a sociedade e a cultura, são um convite ao diálogo e à "inculturação do Evangelho" (...).

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

«Creio em Deus Pai Todo-Poderoso»



PAPA BENTO XVI AUDIÊNCIA GERAL

Sala Paulo VI Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013



«Creio em Deus Pai Todo-Poderoso»

Queridos irmãos e irmãs,
Na catequese de quarta feira passada, detivemo-nos sobre as palavras iniciais do Credo: «Creio em Deus». Mas a profissão de fé esclarece esta afirmação: Deus é o Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra. Portanto, agora gostaria de meditar convosco sobre a primeira e fundamental definição de Deus que o Credo nos apresenta: Ele é Pai.
Hoje, nem sempre é fácil falar de paternidade. Sobretudo no mundo ocidental, as famílias desagregadas, os compromissos de trabalho cada vez mais exigentes, as preocupações e muitas vezes a dificuldade de adaptar os balanços familiares e a invasão distraída dos mass media no interior da vida quotidiana são alguns dos numerosos factores que podem impedir uma relação tranquila e construtiva entre pais e filhos. Às vezes a comunicação torna-se difícil, a confiança diminui e o relacionamento com a figura paterna pode tornar-se problemático; e assim, na ausência de um modelo de referência adequado, é difícil também imaginar Deus como um Pai. Para quantos fizeram a experiência de um pai demasiado autoritário e inflexível, ou indiferente e pouco carinhoso ou até mesmo ausente, não é fácil pensar com serenidade em Deus como Pai e abandonar-se a Ele com confiança.